Poupe mais ao invés de gastar mais

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Fim de ano chegando, você provavelmente vai receber o décimo terceiro salário, alguns receberão bônus, PLR, entre outras premiações e benefícios.

Alguns ainda, assim que começar o novo ano, receberão um aumento salarial devido aos dissídios e reajustes inflacionários.

Aproveite essa grana extra para turbinar seus investimentos! Ao invés de gastar mais apenas porque teve um aumento e recebeu um bônus, aproveite para economizar esse valor.

Lembre-se sempre: não adianta ganhar mais, se você também gastar mais. Tente sempre viver com menos do que você recebe mensalmente.

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Tenha seu próprio negócio

“Acredito que a maioria das pessoas deveria trabalhar por conta própria, em tempo integral ou parcial. O principal motivo disso é que a maior parte dos milionários enriqueceu montando um negócio próprio.

Se você não tem uma ideia brilhante para montar um negócio, não se preocupe: use a de alguém.”

Trecho retirado do livro “Os Segredos da Mente Milionária” – T. Harv Eker

Seja parte da solução, e não do problema.

Fonte: Valores Reais

Semana passada, eu estava conversando com alguns amigos sobre o processo de aquisição da corretora XP pelo banco Itaú, e de como isso poderia ser ruim para o pequeno investidor, caso o banco resolvesse anular os principais diferenciais que fizeram a XP crescer no mercado de corretoras.

Logo a conversa tomou outros rumos, e o assunto dominante passou a ser os famigerados lucros bilionários que, trimestre após trimestre, Itaú, Santander, Bradesco, e Banco do Brasil, vêm divulgando em seus relatórios financeiros.

E daí vieram as reclamações de sempre: “no Brasil, banco não presta”, “eles só servem para enriquecer os banqueiros”, “nada fazem para melhorar a vida dos correntistas” etc. etc. etc.

Tentei desviar o foco da conversa para uma atitude mais produtiva: mostrei a eles que, mediante compra de ações, é possível virar sócio dos principais bancos do país, e, assim, participar da geração de riqueza que eles proporcionam, por meio, por exemplo, do recebimento de dividendos, juros sobre capital próprio, ou mesmo da venda valorizada das ações.

Como vocês devem ter adivinhado, assim que eu comecei a falar de investimentos, logo a conversa mudou para outro tema mais “ameno”: as últimas rodadas do campeonato brasileiro de futebol… 😛

Certamente você deve ter vivenciado uma situação semelhante, não apenas quando tentou introduzir o assunto “investimentos” dentro de uma conversa que girava em torno de problemas bancários, mas também quando tentou adicionar elementos direcionados à “ação”, ao invés da reclamação.

P.ex., “realizar trabalhos voluntários”, quando a tônica da conversa eram “mazelas causadas pela pobreza extrema no Brasil”; “buscar estudo e qualificação”, quando o tom predominante da conversa era a dificuldade de conseguir emprego e trabalho; “gastar tempo lendo livros”, quando o tema dominante da conversa era a “péssima programação da TV aberta”…

O problema?

As pessoas vivem reclamando o tempo inteiro e, com isso, perdem enormes oportunidades, em função da paralisia causada pela inércia, de melhorarem algum aspecto de suas próprias vidas.

Quem reclama fica paralisado. Quem propõe, age, toma a iniciativa, se movimenta.

Essa diferença de atitude gera, a longo prazo, pessoas cada vez mais afundadas na própria incapacidade de agir, de um lado; e pessoas com vidas cada vez mais evoluídas, repletas de realizações, e com muitos planos para o futuro, de outro lado.

Mas por quê algumas pessoas dão certo, e outras não?

Porque os que dão certo aceitaram o desafio de serem parte da solução. Em vez de reclamarem do problema, de só reclamarem do problema, elas partem para iniciativas direcionadas à solução desses mesmos problemas.

Assim, por exemplo, se os bancos dão lucros ano após ano, dão um jeito de se associarem a eles.

Se o emprego não está bom, buscam meios de encontrar outro trabalho à altura de suas capacidades.

Se o país já deu o que tinha que dar, elaboram um plano de migração.

O mundo é das pessoas que têm iniciativa. Pessoas que dão certo têm cérebros que funcionam como uma usina de ideias, em funcionamento 24 horas por dia. Sempre pensam em meios e modos de melhorar algum aspecto de sua vida: emocional, financeiro, saúde, rotinas…

Elas não apenas resolvem problemas, mas criam inovações e soluções que aperfeiçoam aquilo que já é bom, positivo e produtivo em suas vidas.

Se viajam apenas com bagagem de mão, já pensam em fazer caber tudo numa mochila.

Se já têm um patrimônio líquido parrudo e crescente, vão em busca de novos investimentos que melhorem a rentabilidade, ao mesmo tempo que diminuam os custos e tributos.

Se possuem níveis de saúde compatíveis com sua idade, comportam-se para melhorar mais um pouquinho algum indicador que possa ser melhorado. Afinal, sempre dá pra melhorar alguma coisa.

As pessoas que resolvem fazer parte da solução decidem gastar a maior parte de seu tempo livre aprimorando suas habilidades, pois é através do desenvolvimento de suas virtudes que conseguem gerar valor para si próprias, e também para outras pessoas. Se aquilo que você faz gera pouco valor para si mesmo, e para os outros, está mais do que na hora de mudar de atitude, e passar a agir de forma mais proativa.

E as pessoas que escolheram fazer parte do problema?

Elas vivem encurraladas no buraco que elas próprias cavaram.

Têm dificuldades – que não são poucas – de adquirir novos hábitos, como substituir a TV por livros, os alimentos gordurosos e com muito açúcar por uma dieta equilibrada, a caderneta de poupança por Tesouro Direto… mas por quê?

Porque, muitas vezes, seu cérebro está completamente contaminado por crenças limitantes e falsas crenças, cujo foco principal é achar “que a vida é isso mesmo”, “que tá bom assim do jeito que está”, e outros tipos de mentiras contadas para si próprias, que revelam uma absoluta incapacidade de sair da zona de conforto.

O cérebro de tais pessoas não é uma fábrica de ideias 24 horas por dia, mas sim um grande latifúndio improdutivo, dominado pela mainstream, pela matrix.

Elas vivem acomodadas, sem intenção de evoluir, mas sim de manter um “status quo”, muito limitante, diga-se de passagem, em face de suas reais potencialidades. Pessoas assim…

  • Gastam a maior parte de seu tempo livre assistindo TV;
  • Na Internet, gostam de se alimentar de notícias ruins, ou produzidas pela mainstream (grandes portais de notícias, cujo 99,9% do conteúdo em nada irá impactar diretamente a pessoa);
  • Adotam um padrão de consumo e um estilo de vida dirigido a causar impressão a desconhecidos, e quase sempre acima de seus ganhos;
  • São os primeiros a reclamar da vida, das coisas, do governo, da sociedade, de tudo, inclusive de você. São os últimos a realmente fazerem algo em prol dessa mesma sociedade.

Tais pessoas reproduzem, em suas rotinas diárias e em suas interações sociais, precisamente aquilo que seu cérebro preguiçoso consumiu durante o tempo livre. Reclama dos problemas, só reclamam, fazem isso o tempo todo, pois é a reclamação dos problemas que toma seu tempo livre na TV, na Internet, nos jornais, e nas revistas que consomem.

Você conhece bem tais tipos de pessoas. Podem até ter conseguido bons empregos, alguns até conseguiram formar um mínimo de patrimônio (casa e carro, e só), mas estagnaram aíNão conseguem passar desse ponto, pois resolveram tomar uma decisão de vida muito ruim: a de fazerem parte da massa de pessoas dominadas pelo comodismo.

Escolher fazer parte do problema, ainda que inconscientemente, significa abrir mão do enorme potencial que poderiam alcançar, mas que não alcançam. A maioria dessas pessoas não gera valor com suas atitudes. Pelo contrário: algumas até destroem valores, inclusive valores financeiros, ao ignorarem, por exemplo, de forma livre e consciente, os benefícios que a educação financeira proporciona.

Conclusão

Toda vez que você estiver num ambiente dominado por reclamações, lamentações e murmúrios, seja o agente da transformação, introduzindo e inoculando, no seu convívio social, elementos que encorajem e incentivem a criação de soluções e novidades.

Essa tarefa, por evidente, não será nada fácil: muitas vezes, na maioria das vezes, aposto, ela será considerada inapropriada e ofensiva – como no exemplo da conversa sobre os lucros bancários, em que a conversa logo rumou para futebol. Isso acontece porque a maioria das pessoas têm enormes dificuldades de mudar de hábitos, mesmo sabendo dos resultados positivos que essa mudança traria.

Ainda que você não consiga resultados imediatos, não tem problema. No médio e no longo prazos, o poder do exemplo acaba falando mais alto que o poder das palavras, e suas atitudes direcionadas à concretização de novas ações logo se materializarão na realidade tangível, que estará à vista dos olhos de todas essas pessoas.

Mesmo que outras vidas não sejam transformadas, você pelo menos agiu em prol de sua própria evolução, e certamente colherá, no decorrer de sua vida, os frutos da determinação e da disciplina de mudar o “status quo”, se não o dos outros, no mínimo o seu.

Isso já será, por si só, motivo de grande alegria, uma vez que as mudanças mais satisfatórias não são aquelas realizadas de fora para dentro, mas sim aquelas que se concretizam de dentro para fora.

Encerro esse artigo com a exemplar conduta da leitora Adriana, que, em comentários ao último artigo, comprovou que manter o padrão de vida sob controle é fundamental para realizar sonhos que se alcançam com dinheiro sobrando (= patrimônio), e que isso faz muita diferença, ainda mais em se tratando de pessoas de um mesmo grupo social. Confiram:

“Trago meu exemplo também: há poucos meses fui promovida no meu trabalho. A nova função trouxe um aumento de cerca de 30% no salário. Meu estilo de vida não se modificou (apenas o tamanho dos aportes). Com os aportes maiores, veio uma tranquilidade muito maior, pois sei que meu futuro está cada vez mais garantido. Mesmo que em algum momento não disponha do mesmo salário e os aportes não sejam mais o mesmo, já terei construído um bom patrimônio de modo a não precisar me preocupar.

Um dos resultados do meu estilo simples é que nas férias de janeiro me darei de presente uma viagem para fazer curso de inglês no Canadá, um sonho de muitos anos. Tenho um orgulho enorme de dizer: passagens, curso, acomodação e dólares pagos A VISTA.

Por outro lado vejo colegas que também possuem um salário bom, se perdendo na corrida dos ratos: trocando de carro, fazendo compras a prazo, trocando de casa, inflando seu estilo de vida e no final do mês enfrentando dificuldades para pagar a fatura do cartão de crédito quando o salário atrasa alguns dias (o que considero inadmissível para alguém com nossa renda). O dia que saírem daqui o “legado”, como costumo dizer, terá sido muito pobre”.