Seja parte da solução, e não do problema.

Fonte: Valores Reais

Semana passada, eu estava conversando com alguns amigos sobre o processo de aquisição da corretora XP pelo banco Itaú, e de como isso poderia ser ruim para o pequeno investidor, caso o banco resolvesse anular os principais diferenciais que fizeram a XP crescer no mercado de corretoras.

Logo a conversa tomou outros rumos, e o assunto dominante passou a ser os famigerados lucros bilionários que, trimestre após trimestre, Itaú, Santander, Bradesco, e Banco do Brasil, vêm divulgando em seus relatórios financeiros.

E daí vieram as reclamações de sempre: “no Brasil, banco não presta”, “eles só servem para enriquecer os banqueiros”, “nada fazem para melhorar a vida dos correntistas” etc. etc. etc.

Tentei desviar o foco da conversa para uma atitude mais produtiva: mostrei a eles que, mediante compra de ações, é possível virar sócio dos principais bancos do país, e, assim, participar da geração de riqueza que eles proporcionam, por meio, por exemplo, do recebimento de dividendos, juros sobre capital próprio, ou mesmo da venda valorizada das ações.

Como vocês devem ter adivinhado, assim que eu comecei a falar de investimentos, logo a conversa mudou para outro tema mais “ameno”: as últimas rodadas do campeonato brasileiro de futebol… 😛

Certamente você deve ter vivenciado uma situação semelhante, não apenas quando tentou introduzir o assunto “investimentos” dentro de uma conversa que girava em torno de problemas bancários, mas também quando tentou adicionar elementos direcionados à “ação”, ao invés da reclamação.

P.ex., “realizar trabalhos voluntários”, quando a tônica da conversa eram “mazelas causadas pela pobreza extrema no Brasil”; “buscar estudo e qualificação”, quando o tom predominante da conversa era a dificuldade de conseguir emprego e trabalho; “gastar tempo lendo livros”, quando o tema dominante da conversa era a “péssima programação da TV aberta”…

O problema?

As pessoas vivem reclamando o tempo inteiro e, com isso, perdem enormes oportunidades, em função da paralisia causada pela inércia, de melhorarem algum aspecto de suas próprias vidas.

Quem reclama fica paralisado. Quem propõe, age, toma a iniciativa, se movimenta.

Essa diferença de atitude gera, a longo prazo, pessoas cada vez mais afundadas na própria incapacidade de agir, de um lado; e pessoas com vidas cada vez mais evoluídas, repletas de realizações, e com muitos planos para o futuro, de outro lado.

Mas por quê algumas pessoas dão certo, e outras não?

Porque os que dão certo aceitaram o desafio de serem parte da solução. Em vez de reclamarem do problema, de só reclamarem do problema, elas partem para iniciativas direcionadas à solução desses mesmos problemas.

Assim, por exemplo, se os bancos dão lucros ano após ano, dão um jeito de se associarem a eles.

Se o emprego não está bom, buscam meios de encontrar outro trabalho à altura de suas capacidades.

Se o país já deu o que tinha que dar, elaboram um plano de migração.

O mundo é das pessoas que têm iniciativa. Pessoas que dão certo têm cérebros que funcionam como uma usina de ideias, em funcionamento 24 horas por dia. Sempre pensam em meios e modos de melhorar algum aspecto de sua vida: emocional, financeiro, saúde, rotinas…

Elas não apenas resolvem problemas, mas criam inovações e soluções que aperfeiçoam aquilo que já é bom, positivo e produtivo em suas vidas.

Se viajam apenas com bagagem de mão, já pensam em fazer caber tudo numa mochila.

Se já têm um patrimônio líquido parrudo e crescente, vão em busca de novos investimentos que melhorem a rentabilidade, ao mesmo tempo que diminuam os custos e tributos.

Se possuem níveis de saúde compatíveis com sua idade, comportam-se para melhorar mais um pouquinho algum indicador que possa ser melhorado. Afinal, sempre dá pra melhorar alguma coisa.

As pessoas que resolvem fazer parte da solução decidem gastar a maior parte de seu tempo livre aprimorando suas habilidades, pois é através do desenvolvimento de suas virtudes que conseguem gerar valor para si próprias, e também para outras pessoas. Se aquilo que você faz gera pouco valor para si mesmo, e para os outros, está mais do que na hora de mudar de atitude, e passar a agir de forma mais proativa.

E as pessoas que escolheram fazer parte do problema?

Elas vivem encurraladas no buraco que elas próprias cavaram.

Têm dificuldades – que não são poucas – de adquirir novos hábitos, como substituir a TV por livros, os alimentos gordurosos e com muito açúcar por uma dieta equilibrada, a caderneta de poupança por Tesouro Direto… mas por quê?

Porque, muitas vezes, seu cérebro está completamente contaminado por crenças limitantes e falsas crenças, cujo foco principal é achar “que a vida é isso mesmo”, “que tá bom assim do jeito que está”, e outros tipos de mentiras contadas para si próprias, que revelam uma absoluta incapacidade de sair da zona de conforto.

O cérebro de tais pessoas não é uma fábrica de ideias 24 horas por dia, mas sim um grande latifúndio improdutivo, dominado pela mainstream, pela matrix.

Elas vivem acomodadas, sem intenção de evoluir, mas sim de manter um “status quo”, muito limitante, diga-se de passagem, em face de suas reais potencialidades. Pessoas assim…

  • Gastam a maior parte de seu tempo livre assistindo TV;
  • Na Internet, gostam de se alimentar de notícias ruins, ou produzidas pela mainstream (grandes portais de notícias, cujo 99,9% do conteúdo em nada irá impactar diretamente a pessoa);
  • Adotam um padrão de consumo e um estilo de vida dirigido a causar impressão a desconhecidos, e quase sempre acima de seus ganhos;
  • São os primeiros a reclamar da vida, das coisas, do governo, da sociedade, de tudo, inclusive de você. São os últimos a realmente fazerem algo em prol dessa mesma sociedade.

Tais pessoas reproduzem, em suas rotinas diárias e em suas interações sociais, precisamente aquilo que seu cérebro preguiçoso consumiu durante o tempo livre. Reclama dos problemas, só reclamam, fazem isso o tempo todo, pois é a reclamação dos problemas que toma seu tempo livre na TV, na Internet, nos jornais, e nas revistas que consomem.

Você conhece bem tais tipos de pessoas. Podem até ter conseguido bons empregos, alguns até conseguiram formar um mínimo de patrimônio (casa e carro, e só), mas estagnaram aíNão conseguem passar desse ponto, pois resolveram tomar uma decisão de vida muito ruim: a de fazerem parte da massa de pessoas dominadas pelo comodismo.

Escolher fazer parte do problema, ainda que inconscientemente, significa abrir mão do enorme potencial que poderiam alcançar, mas que não alcançam. A maioria dessas pessoas não gera valor com suas atitudes. Pelo contrário: algumas até destroem valores, inclusive valores financeiros, ao ignorarem, por exemplo, de forma livre e consciente, os benefícios que a educação financeira proporciona.

Conclusão

Toda vez que você estiver num ambiente dominado por reclamações, lamentações e murmúrios, seja o agente da transformação, introduzindo e inoculando, no seu convívio social, elementos que encorajem e incentivem a criação de soluções e novidades.

Essa tarefa, por evidente, não será nada fácil: muitas vezes, na maioria das vezes, aposto, ela será considerada inapropriada e ofensiva – como no exemplo da conversa sobre os lucros bancários, em que a conversa logo rumou para futebol. Isso acontece porque a maioria das pessoas têm enormes dificuldades de mudar de hábitos, mesmo sabendo dos resultados positivos que essa mudança traria.

Ainda que você não consiga resultados imediatos, não tem problema. No médio e no longo prazos, o poder do exemplo acaba falando mais alto que o poder das palavras, e suas atitudes direcionadas à concretização de novas ações logo se materializarão na realidade tangível, que estará à vista dos olhos de todas essas pessoas.

Mesmo que outras vidas não sejam transformadas, você pelo menos agiu em prol de sua própria evolução, e certamente colherá, no decorrer de sua vida, os frutos da determinação e da disciplina de mudar o “status quo”, se não o dos outros, no mínimo o seu.

Isso já será, por si só, motivo de grande alegria, uma vez que as mudanças mais satisfatórias não são aquelas realizadas de fora para dentro, mas sim aquelas que se concretizam de dentro para fora.

Encerro esse artigo com a exemplar conduta da leitora Adriana, que, em comentários ao último artigo, comprovou que manter o padrão de vida sob controle é fundamental para realizar sonhos que se alcançam com dinheiro sobrando (= patrimônio), e que isso faz muita diferença, ainda mais em se tratando de pessoas de um mesmo grupo social. Confiram:

“Trago meu exemplo também: há poucos meses fui promovida no meu trabalho. A nova função trouxe um aumento de cerca de 30% no salário. Meu estilo de vida não se modificou (apenas o tamanho dos aportes). Com os aportes maiores, veio uma tranquilidade muito maior, pois sei que meu futuro está cada vez mais garantido. Mesmo que em algum momento não disponha do mesmo salário e os aportes não sejam mais o mesmo, já terei construído um bom patrimônio de modo a não precisar me preocupar.

Um dos resultados do meu estilo simples é que nas férias de janeiro me darei de presente uma viagem para fazer curso de inglês no Canadá, um sonho de muitos anos. Tenho um orgulho enorme de dizer: passagens, curso, acomodação e dólares pagos A VISTA.

Por outro lado vejo colegas que também possuem um salário bom, se perdendo na corrida dos ratos: trocando de carro, fazendo compras a prazo, trocando de casa, inflando seu estilo de vida e no final do mês enfrentando dificuldades para pagar a fatura do cartão de crédito quando o salário atrasa alguns dias (o que considero inadmissível para alguém com nossa renda). O dia que saírem daqui o “legado”, como costumo dizer, terá sido muito pobre”.


Be part of the solution, not the problem.

Last week, I was talking with some friends about the process of acquiring the XP brokerage by Itaú bank, and how it could be bad for the small investor, if the bank decided to cancel the main differentials that made XP grow in the brokerage market .

Soon, the conversation took a different turn, and the dominant subject became the infamous billion dollar profits that, quarter after quarter, Itaú, Santander, Bradesco, and Banco do Brasil, have been divulging in their financial reports.

And from there came the usual complaints: “in Brazil, the bank does not pay”, “they only serve to enrich the bankers”, “they do nothing to improve the lives of the account holders”, etc. etc. etc.

I have tried to divert the focus of the conversation to a more productive attitude: I have shown to them that by buying shares, it is possible to become a partner of the main banks of the country, and thus participate in the generation of wealth that they provide, , of the receipt of dividends, interest on own capital, or even of the valued sale of shares.

As you may have guessed, as soon as I started to talk about investments, the conversation soon changed to another more “cool” theme: the last rounds of the Brazilian football championship … 😛

Surely you must have experienced a similar situation, not only when you tried to introduce the subject “investments” into a conversation that revolved around banking problems, but also when you tried to add elements directed to the “action”, rather than the complaint.

Eg, “to carry out voluntary work”, when the tone of the conversation was “ills caused by extreme poverty in Brazil”; “Seeking study and qualification,” when the prevailing tone of the conversation was the difficulty of finding work and employment; “Spend time reading books,” when the dominant theme of the conversation was the “bad programming of open TV” …

The problem?

People keep complaining all the time, and so they miss out on enormous opportunities because of the paralysis caused by inertia to improve some aspect of their own lives.

Who complains is paralyzed. Whoever proposes, acts, takes the initiative, moves.

This difference in attitude generates, in the long run, people who are more and more sunk in their own inability to act, on the one hand; and people with more and more evolved lives, full of achievements, and with many plans for the future, on the other.

But why do some people succeed, and others do not?
Because the right ones have accepted the challenge of being part of the solution. Instead of complaining about the problem, just complaining about the problem, they go to initiatives aimed at solving those same problems.

So, for example, if banks make profits year after year, they find a way to associate with them.

If the job is not good, seek ways to find another job that is up to par.

If the country has already given what it had to give, they draw up a migration plan.

The world is of the people who have initiative. Successful people have brains that function as a brainstorming facility, running 24 hours a day. Always think of ways and means to improve some aspect of your life: emotional, financial, health, routines …

They not only solve problems, but create innovations and solutions that perfect what is already good, positive, and productive in their lives.

If they travel only with hand luggage, they already think about putting everything in a backpack.

If they already have a growing and growing net worth, they are looking for new investments that will improve profitability, while reducing costs and taxes.

If they have health levels compatible with their age, they behave to improve a little more some indicator that can be improved. After all, something can always be improved.

People who decide to be part of the solution decide to spend most of their free time improving their skills because it is through the development of their virtues that they can generate value for themselves and for others. If what you do generates little value to yourself, and to others, it is more than time to change your attitude, and to act more proactively.

And the people who chose to be part of the problem?
They live trapped in the hole they dug themselves.

They have difficulties – not least – to acquire new habits, such as replacing TV with books, fatty foods and high sugar for a balanced diet, the savings book by Treasury Direct … but why?

Because your brain is often tainted by limiting beliefs and false beliefs, the main focus of which is to think “that’s the way it is,” “that’s okay just the way it is,” and other types of lies told to you which show an absolute inability to leave the comfort zone.

The brain of such people is not a factory of ideas 24 hours a day, but rather a large unproductive landlord, dominated by the mainstream, by the matrix.

They live comfortably, with no intention of evolving, but rather to maintain a “status quo”, very limiting, by the way, in view of their real potentialities. People like this …

They spend most of their free time watching TV;
On the Internet, they like to feed themselves on bad news, or produced by the mainstream (big news portals, whose 99.9% of content will not directly impact the person);
They adopt a pattern of consumption and a lifestyle designed to impress the strangers, and almost always above their gains;
They are the first to complain about life, things, government, society, everything, including you. They are the last ones to actually do something for the sake of this same society.
Such people reproduce, in their daily routines and in their social interactions, precisely what their lazy brain consumed during their free time. They complain about the problems, they only complain, they do this all the time, because it is the complaint of the problems that their free time takes on TV, on the Internet, in the newspapers, and in the magazines they consume.

You know these types of people well. They may even have gotten good jobs, some even managed to form a minimum of equity (house and car, and only), but they stagnated there. They can not get past this point, because they decided to make a very bad decision: to be part of the mass of people dominated by self-indulgence.

Choosing to be part of the problem, albeit unconsciously, means giving up the enormous potential they could achieve, but that does not reach. Most of these people do not value their attitudes. On the contrary, some even destroy values, including financial values, by ignoring, for example, freely and consciously, the benefits that financial education provides.

Conclusion
Whenever you are in an environment dominated by complaints, lamentations and murmurs, be the agent of transformation, introducing and inoculating in your social life elements that encourage and encourage the creation of solutions and news.

This task, of course, will not be easy: often, most of the time, I bet, it will be considered inappropriate and offensive – as in the example of the talk about bank profits, where the conversation soon went to football. This is because most people have tremendous difficulties in changing their habits, even knowing of the positive results that this change would bring.

Even if you do not get immediate results, no problem. In the medium and long term, the power of the example ends up speaking louder than the power of words, and their attitudes toward the realization of new actions will soon materialize into the tangible reality that will be in the eyes of all these people.

Even if other lives are not transformed, you have at least acted for your own evolution, and you will certainly reap in the course of your life the fruits of determination and discipline to change the status quo, if not that of others, at least yours.

This alone will be a source of great joy, since the most satisfactory changes are not those carried out from the outside, but those that are realized from the inside out.

I close this article with the exemplary conduct of the reader Adriana, who, in comments to the last article, confirmed that keeping the standard of life under control is fundamental to achieving dreams that are achieved with money left over (= equity), and that makes a lot of difference , even more so when it comes to people from the same social group. Check it out:

“I bring my example too: a few months ago I was promoted in my work. The new function brought about an increase of about 30% in salary. My lifestyle has not changed (only the size of the contributions). With the greater contributions, there came a much greater tranquility, because I know that my future is more and more guaranteed. Even if at some point you do not have the same salary and the contributions are no longer the same, I have already built a good equity so that I do not need to worry.

One of the results of my simple style is that during the January vacation I will give myself a trip to take an English course in Canada, a dream of many years. I am very proud to say: tickets, travel, accommodation and dollars paid VISTA.

On the other hand I see colleagues who also have a good salary, getting lost in the race of rats: changing cars, making purchases in the long term, changing houses, inflating their lifestyle and at the end of the month facing difficulties to pay the invoice of the card when the salary is delayed for a few days (which I consider inadmissible for someone with our income). The day they leave here the “legacy,” as I say, will have been very poor. “

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