Cobre, mas não deixe de fazer sua parte

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Foto por Pixabay em Pexels.com

O texto abaixo foi escrito pelo Bastter:

“Todos falam que a distribuição de renda no país é péssima e ficam se lamentando e esperando que o Governo faça alguma coisa quanto a isso.

O governo é um ente cujo único interesse é sua própria sobrevivência e para tanto ele engana as pessoas sugerindo a sua importância e as vezes pressionado, ate faz algumas poucas coisas boas, normalmente temporárias.

O bem e as mudanças nunca vem de cima. Se você quer mais distribuição de renda, se voce quer menos injustiça faça você mesmo.

Exemplos

– Paga 150 reais a uma diarista, pague 170 reais. Os 20 reais não vão te fazer a menor falta mas podem ser importantes para ela;

– Pague melhor seus empregados, especialmente os que merecem;

– Dê gorjetas maiores;

– Dê mais coisas, aquele monte de coisas que não usa mais, aquele monte de roupas, e tudo mais. Dê. Não fique vendendo coisa velha que vai ganhar uma merreca e ainda ter trabalho. Dê.

– Pague o colégio de uma criança pobre. Junte uns amigos e pague de uma ao menos. A maior distribuição de renda vem de educação melhor para os mais pobres.

Pense de que forma você pode distribuir um pouco do que tem de sobra. Não precisa ser tudo, não precisa ser algo que te faça falta, mas garanto que você pode distribuir alguma coisa. E distribuição é exatamente isso, pegar o que sobra para alguns e dar para os que tem falta.

Ah, mas isso não muda o mundo, isso não resolve o problema. Daquela pessoa resolveu ou ao menos ajudou. Este pensamento que não resolve, faz com que ninguém faça nada. Faça alguma coisa, faça o que puder, distribui um pouco. Vai te fazer bem inclusive. Doar e ver alguém que precisa feliz te faz mais muito bem. É um anti-depressivo poderoso.

Não espere dos outros, especialmente do governo, distribua um pouco que seja. pode ser pouco para você mas pode ser muito para quem recebe.”

Eu sei o que muita gente vai falar: já pago impostos gigantescos, o governo que tem que resolver esse problema, não eu! Ele que se vire! E eu não poderia concordar mais. Porém, uma das coisas que se aprende nessa jornada em busca da tranquilidade financeira é fazer o máximo possível pra não depender do governo!

“Por vezes sentimos que aquilo que fazemos não é senão uma gota de água no mar. Mas o mar seria menor se lhe faltasse uma gota.” – Madre Teresa de Calcutá

Quem ingressou nessa trilha é porque não quer depender da aposentadoria do INSS, do atendimento médico do SUS, da educação do MEC, etc. Você tem todo o direito de cobrar essas coisas do governo, mas se ficar sentado esperando que ele resolva tudo em um piscar de olhos, vai ficar pra trás. Cobre, mas também faça!

Olha um outro exemplo bacana: moradores de um bairro do Rio de Janeiro cansaram de esperar que o governo resolvesse os problemas de segurança. Eles então decidiram fechar o bairro. Deu certo, a violência caiu bastante!

A mesma ideia vale para qualquer parte da sua vida: se está insatisfeito com seu salário, arrume um freela, dê aulas, monte um pequeno negócio, mas não fique só esperando que o governo aumente o salário mínimo ou que o sindicato da sua categoria consiga um dissídio gordo.

Se está insatisfeito com a educação da escola pública do seu filho, ensine mais coisas pra ele em casa, incentive-o a ler, construir coisas, desmontar coisas pra ver como elas são, leve-o em museus, bibliotecas, mas não fique esperando que magicamente o ensino melhore do dia pra noite.

Se está insatisfeito com o SUS, cuide melhor da sua saúde pra não precisar usá-lo. Economize nos supérfluos mas pague um plano de saúde.

Enfim, todos os exemplos que dei servem pra chegar num único ponto: reclame, cobre, mas não deixe de fazer, de agir, de construir.

O mundo está cheio de pessoas que criticam. Precisamos de mais pessoas que apontem e criem as soluções!

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9 comentários em “Cobre, mas não deixe de fazer sua parte

  1. Parabéns! Compartilho da mesma opinião que a sua. Só vejo pessoas que reclamam, mas não vejo pessoas que tomam iniciativa para mudar algo. Eu tenho procurado há tempos um parquinho no meu bairro para as minhas filhas brincarem, e não encontro. E depois de muito pensar, decidi que iria adotar uma praça perto de casa, para transformar num parquinho infantil. Entrei em contato com a sub-prefeitura do meu bairro, e tenho falado com algumas pessoas para entrarem nesse projeto comigo, e o que eu tenho mais escutado é que eu sou uma idiota por fazer o trabalho da Prefeitura. Eu prefiro ser uma idiota e ter um parque perto de casa, do que inteligente e ficar esperando a Prefeitura fazer a parte dela.

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  2. Excelente texto! E compartilho da mesma opinião que você. Precisamos parar de esperar pelo governo, levantar e fazer alguma coisa para mudar nossa comunidade, mesmo que em pequenos passos. Realmente não é justo essa carga tributária enorme que carregamos e não temos retorno, mas se temos condições de ajudar alguém, por que esperar pelos outros? Aqui se encaixa bem aquela frase: “Seja a mudança que você quer ver no mundo”.

    Curtido por 2 pessoas

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