Eleições x Investimentos: escolhendo seu candidato

Imagens produzidas pelo Senado
Elei›es 2014 – Voto em tr‰nsito no IESB, Asa Sul, Bras’lia.

O texto de hoje é continuação do post publicado na última terça-feira, que você pode ler clicando no link abaixo:

Eleições x Investimentos: devo me preocupar?

Como eu disse no final do outro post, hoje eu publico um pequeno manual de como escolher seus candidatos, tentando defender seu interesse como investidor.

Antes, uma breve explicação:

Os melhores países para investidores são aqueles que tem uma forte estabilidade jurídica, ou seja, as regras, leis e normas não mudam o tempo todo; uma maior facilidade para a abertura e fechamento de negócios; e onde as leis e contratos são cumpridos, o que proporciona uma maior confiança entre os agentes de mercado.

É por isso que alguns países do mundosão considerados como um porto seguro para os investidores. Lá, eles sabem que podem investir no longo prazo sem temer tantas alterações.

Como você deve imaginar, o Brasil não está nesse grupo, muito pelo contrário.

Usando o ranking da Doing Business como parâmetro, vemos que o top 10 é formado, na ordem, por Nova Zelândia, Singapura, Dinamarca, Coréia do Sul, Hong Kong, Estados Unidos, Noruega, Geórgia e Suécia. Não por coincidência, também são países ricos, onde seus habitantes tem uma melhor situação de vida em comparação ao resto da população mundial.

Usando o mesmo ranking, vemos que nas últimas 10 posições estão Somália, Eritréia, Venezuela, Sudão do Sul, Iêmen, Líbia, República Centro-Africana, Afeganistão, República Democrática do Congo e Haiti. Nessa lista temos países que foram devastados por guerras, terremotos e comunismo.

O Brasil se encontra na 125ª posição deste ranking, logo, muito mais perto do final da fila, dos países pobres, do que do topo, dos países mais estáveis e desenvolvidos.

Logo, se queremos ter um país com um ambiente de investimentos legal, estável, seguro, onde possamos pensar no longo prazo sem maiores sobressaltos, devemos optar por candidatos que privilegiem a facilidade de se fazer negócios. Ainda segundo a Doing Business, os critérios avaliados por seu ranking são:

  • abertura de empresas
  • obtenção de alvarás
  • acesso a eletricidade
  • registro de propriedades
  • obtenção de crédito
  • proteção dos investidores minoritários
  • facilidade de pagamento de impostos
  • facilidade de comércio internacional
  • execução de contratos
  • resolução de insolvência

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Então, quando for votar, procure por candidatos que tenham como meta facilitar esses 10 itens para as empresas. E quando digo empresas, isso vai desde o pequeno empreendedor até as grandes indústrias. Um ambiente de negócios bacana propicia crescimento, desenvolvimento e produtividade. Uma vez que você investe em empresas através da bolsa de valores, é essencial que elas tenham condições para crescer, produzir e lucrar.

Claro, essa “situação ideal” afeta os investimentos de renda fixa, já que não teremos mais os juros altos de tempos atrás, que passavam dos 10% ao ano. Mas no fundo, isso não importa, o que importa mesmo são os juros reais. É provável que eles caiam, mas ainda assim é uma situação melhor do que temos atualmente. Uma taxa Selic baixa e constante significa que o país também está numa constante, sem instabilidades políticas e crises econômicas.

Ah, antes que me esqueça: lembre-se de escolher também os candidatos (ou partidos) certos para deputado federal, estadual, senador e governador. Um presidente não muda um país sozinho, por maior que seja o poder do chefe do executivo no Brasil.

Bom, espero que esses dois textos possam ajudar você a entender melhor a relação entre eleições e investimentos. Se ficou alguma dúvida, não hesite em deixar seu comentário!

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6 comentários em “Eleições x Investimentos: escolhendo seu candidato

  1. Ótimo post VR, gostei da atenção aos fatos sem aquela tendência a um candidato específico nas entrelinhas, parabéns.
    Tenho um professor que diz que não devemos evitar ter objetivos opostos, mas prefiro um Brasil melhor do que continuar ganhando com taxas de juros elevadas enquanto o país está uma bagunça.

    Curtido por 1 pessoa

    1. Obrigado! Sim, a ideia foi não indicar nenhum candidato. Lógico que tenho os meus, já sei em quem vou votar, mas eu ganho pra falar de investimentos, não de política. E gosto da ideia de dar as ferramentas para que cada pessoa tire sua própria conclusão.

      Curtido por 2 pessoas

  2. Excelente texto. Um outro fator que arriscaríamos citar como característico de um país bom para se investir: Uma cultura de trabalho.

    Acreditamos que nos países citados no topo de ranking, o trabalho e o trabalhador são valorizados e bem vistos socialmente, independente da atividade. Algo que evita a necessidade de burocracias referentes a contratações e demissões, entre outras coisas.

    No Brasil não enxergamos isso. Como se fosse um ranço escravocrata, apenas alguns trabalhos são socialmente bem vistos e os trabalhadores das atividades restantes acabam enfrentando dificuldades para cobrar um valor justo pelos seus serviços. E para “corrigir” esse problema, o governo cria uma série de leis que acabam, como efeito colateral, dificultando os processos de contratação e demissão para as empresas.

    Curtido por 1 pessoa

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