Dinheiro sem medo

Quanto mais simples e clara for nossa vida financeira, maiores as chances de conseguirmos mantê-la saudável. – Eduardo Amuri

Saudações!

Cheguei a este livro graças aos e-mails de promoção da Amazon. Incrível como esses algoritmos estão ficando cada vez melhores, baseados nos livros que eu já li ou que adicionei a lista de desejos.

Aproveitando a promoção, comprei o livro do Eduardo Amuri, Dinheiro Sem Medo. Já havia lido alguns textos muito bons dele, o que acabou tornando minha compra quase automática no momento que recebi a oferta.

Se você é daquelas pessoas que morre de medo de cuidar do seu dinheiro, tem pavor de olhar o extrato, não faz ideia de quanto paga de juros no cheque especial, esse livro é para você.

Dá pra definir o livro em uma palavra: simplicidade. Ele não traz uma fórmula pronta, planilhas, aplicativos de como lidar com dinheiro, de onde investir, de como ganhar mais. A ideia base é simplificar a relação das pessoas com o dinheiro, de forma que esse assunto deixe de ser um tabu entre as pessoas. O livro também trata muito bem sobre a relação emocional das pessoas com o dinheiro, usando o relato de vários clientes do Eduardo como exemplo de situações que todos nós enfrentamos no nosso cotidiano.

Leitura altamente recomendada para quem está com a vida financeira bagunçada e não tem a menor noção de como arrumar essa bagunça. Ele mostra como dá pra fazer isso usando caneta e duas folhas de papel sulfite, de forma bem prática e sem sofrimento.

E se você trabalha ou pretende trabalhar com educação financeira, é leitura obrigatória junto com o livro do Fabiano Calil. Educação financeira não é somente sobre dinheiro, é sobre vidas, relacionamentos, emoções. Não se ajuda pessoas olhando apenas para os números.

Abaixo, alguns trechos do livro que achei interessantes:

Em um momento mais ambicioso e pragmático, talvez a gente caia no erro de acreditar que basta ganhar mais. Se isso fosse verdade, os milionários não sofreriam por dinheiro.


Hoje o dinheiro é um tabu. Gostamos de espalhar por aí que vivemos em tempos modernos, mas a verdade é que, quando o assunto é dinheiro, nossa desenvoltura simplesmente desaparece.


Não temos escolha: precisamos lidar com dinheiro. Ele perpassa as diversas áreas da nossa vida, exercendo influência direta ou indireta, servindo de entrave, de catapulta, de corrimão.


A mente angustiada e ansiosa que não se controla e gasta mais do que deve na loja de eletrônicos é a mesma que não deixa o outro terminar de falar, não escuta, não relaxa. Quando recebemos uma bonificação da empresa em que trabalhamos, imediatamente surgem necessidades imprescindíveis, vontades inadiáveis, é quase uma agonia. É a mesma sensação de urgência que nos acomete quando executamos uma tarefa e o reconhecimento não vem.


Precisamos identificar se estamos investindo os recursos que recebemos na direção em que desejamos que nossa vida caminhe.


Desse montante, quanto você aplicou na realização de sonhos, de coisas que você sente que contribuíram para seu desenvolvimento, que valeram a pena? Quanto do que você recebeu foi aplicado de modo a servir de base para o caminho que você quer seguir? Quanto foi empregado na manutenção do seu padrão de vida, para que o seu teto fique onde está e para que você se mantenha estável?


Parece um contrassenso termos tanta repulsa por algo tão presente na nossa vida, mas é justificável. Quando vacilamos com o planejamento da nossa alimentação, no geral, conseguimos dar um jeitinho, gastamos um pouco mais, comemos um fast food qualquer, enfim, nos viramos. Quando vacilamos na escolha do vestuário, também, passamos um pouco de frio ou de calor, mas, vá lá, dá para seguir sem grandes dores de cabeça. Com os números, as coisas não são tão tranquilas. Na verdade, eles são bastante frios e precisos, não aceitam argumentação.


Diante disso, ter um planejamento complexo se mostrará uma completa furada. Você vai sentir preguiça só de pensar em dar uma olhada na planilha multicolorida ou nas projeções tridimensionais geradas pelo aplicativo. Faz todo o sentido investir tempo em um método simples, muito simples, que tome pouco da sua atenção e comprometimento e que seja útil e funcional mesmo nos dias em que estamos exaustos, sem cabeça para pensar em dinheiro.


Um planejamento com falhas, que você sente que é seu, é muito melhor do que um planejamento perfeitinho, impecável, do qual você não se empodera, não faz uso e não transforma em ferramenta útil para tornar sua vida melhor.


O processo de planejamento, em última instância, deve ser um percurso de reconexão com nossas emoções.


Na prática, o planejamento financeiro é uma sucessão de fazer, analisar, refinar e fazer de novo. Para colocar a mão na massa, não faz sentido esperar.


No geral, temos bastante consciência dos gastos fixos, alguma noção a respeito dos gastos variáveis e quase nada de controle sobre os gastos sazonais.


A gente acha que o que nos incomoda é a dívida, o cheque especial e o cartão de crédito, mas na raiz mesmo, debaixo das camadas, o que realmente não nos deixa dormir é a preocupação, a ansiedade e a ausência da sensação de controle.


A gente suporta, sem surtar, uma redução no padrão de vida. Mas não suporta meses de ansiedade, nó na garganta e completo descontrole sobre o que vai acontecer dali pra frente.


Agora que você fez a fotografia de sua vida financeira, é como se as roupas que antes estavam emboladas e ignoradas no seu armário estivessem na sua frente, todas expostas. Algumas realmente têm valor, servem bem e merecem ser mantidas, outras só estão ocupando espaço e impedindo que você armazene peças que realmente gostaria de ter.


A gente reserva um tempo para pensar em dinheiro, para não precisar pensar em dinheiro o tempo todo.


De todo modo, para além desse olhar mais altruísta, pensar em dinheiro não é só pensar em dinheiro. O planejamento é uma ferramenta através da qual podemos reavaliar nossa vida e nossas prioridades. Não se trata do planejamento financeiro em si. Ele não se justifica sozinho. Se para você se alimentar bem é importante, reflita se o seu dinheiro está sendo utilizado para esse fim. Se você preza por uma rotina menos atribulada, reflita se está construindo sua vida financeira de modo que seja natural ganhar autonomia no futuro. Essas questões são mais importantes que o simples “sobra ou não sobra no fim do mês”.


Pensar em dinheiro nunca é só pensar em dinheiro. É pensar na vida, em geral, com tudo a que temos direito: projetos, planos, dia a dia, desejos, medos, frustrações.


Não gastamos nada “de cartão”. Nós gastamos com comida, roupa, casa, bar, sapato, enfim, e optamos por pagar essas coisas com o cartão.


A previdência privada só ganhou popularidade porque coloca na mesa o que poucas modalidades de investimento são capazes de oferecer: a obrigatoriedade de poupar.


A decisão de comprar um imóvel é estritamente emocional. É um conceito tão presente na nossa cultura, tão incrustado, que atropela qualquer linha de raciocínio e dá risada do mundinho numérico e racional desenhado pelas planilhas e simuladores.


A casa própria é algo extremamente desejável porque reúne as características que todo bom objeto de desejo (ou jogo de videogame) precisa ter. É desafiador, pois exige tempo e estratégia, logo, nos mantém ocupados; é realizável (somos lembrados disso a todo momento, em toda propaganda que mostra atores sorridentes segurando molhos de chaves) e é recompensador, pois aquele bem será nosso e, quando morrermos, será herdado por alguém querido (ou não).


Você deixa um prato sujo na pia e vai trabalhar. Você volta, e o prato ainda está lá. Sujo. Você decide não cozinhar e passa um mês comendo misto-quente e lasanha congelada. Em 30 dias você ganha cinco quilos e percebe que as calças não servem mais. O prato sujo e a calça apertada fazem você se lembrar de que todas as suas decisões, mesmo as pequeninas, têm consequências diretas. Viver por conta é tomar tapa na cabeça todo dia. A gente cresce na marra.


Vá no seu ritmo, conheça suas prioridades, pouco a pouco. Entenda que você não precisa manter o padrão dos seus pais, e isso vale para o caso de eles possuírem padrões altos ou baixos. Se seus pais têm uma condição financeira muito confortável, você não é obrigado a tê-la, nem tampouco a agir como se tivesse. Se seus pais passam um baita perrengue todo fim de mês e não acham interessante gastar com uma panela de cerâmica, isso não significa que você não possa fazê-lo.


Ignore o “quem casa quer casa” e o “a vida do homem muda quando ele compra seu primeiro imóvel”. Ignore também o “comprar casa é ficar preso” e o “não dá para ser feliz vivendo de aluguel”. Nenhuma dessas frases populares acompanha um embasamento mais profundo.


A troca da dívida cara pela dívida relativamente barata é um bom movimento se vier acompanhada de clareza.


Colocar preço nos nossos sonhos é desconfortável porque, no geral, percebemos que é tudo muito mais realizável do que achamos que seria. A questão financeira, que antes era uma desculpa muito válida, passa a não valer, não conseguimos mais nos esconder atrás de discursos como: “não viajo porque é muito caro”, “não mudo de emprego porque não conseguiria me sustentar até achar outro”, “não saio da casa dos meus pais porque não consigo bancar um aluguel sozinho”, “não estudo tal coisa porque não consigo pagar o curso”, “não me visto melhor porque roupa custa caro”. São grandes as chances de essas justificativas todas não funcionarem mais.


O livro pode ser adquirido no link abaixo:

DINHEIRO SEM MEDO – EDUARDO AMURI

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Também é possível acompanhar o trabalho do autor no seu site (https://www.amuri.com.br) e no seu podcast (https://www.amuri.com.br/uma-horinha-sobre-grana/).

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7 comentários em “Dinheiro sem medo

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