Como se preocupar menos com dinheiro

“A meta da vida adulta, pode-se dizer, é se preocupar bem.” – John Armstrong

Saudações!

O livro de hoje conheci por indicação do Eduardo Amuri. Como se preocupar menos com dinheiro, de John Armstrong, é um dos títulos recomendados por ele em Dinheiro sem medo.

Como é possível imaginar pelo nome da obra, o livro trata sobre nossa relação com dinheiro, mas não somente sobre números, e sim sobre emoções e sentimentos que o dinheiro (ou a falta dele) nos trazem, até pelo fato do autor ser um filósofo, e não um economista, empreendedor, contador ou investidor, como é o caso da maioria das obras que tratam sobre finanças, dinheiro e investimento.

Por ter lido os livros na sequência usando o Kindle, em alguns momentos parecia que eu estava lendo livro anterior, do Amuri, dada a forma como o assunto é tratado. Fica claro perceber que essa obra do Armstrong influenciou o livro do Amuri, bem como seu trabalho.

É um livro que fala sobre nossas preocupações e nossos sentimentos com e sobre o dinheiro e a melhor forma de lidar com essas coisas. Você não vai encontrar dicas de investimento, métodos de controle de gastos, planilhas ou coisa parecida nessa obra. Longe disso. Diria que é mais um livro sobre psicologia e comportamento do que exatamente sobre grana.

A leitura é simples, fácil, fluida. Apesar do autor ser filósofo, a linguagem utilizada é clara, acessível, nada daquelas palavras complexas que você precisa procurar o significado no dicionário toda hora.

Uma coisa bacana, que também tinha no livro do Eduardo Amuri, é o fato de o autor utilizar depoimentos de pessoas reais para ilustrar o ponto que está abordando naquele capítulo. Isso aumenta a conexão de quem está lendo com o que está sendo ensinado, aumenta a proximidade entre a obra e a vida real.

Abaixo, alguns trechos que achei interessantes. Sim, serão muitos trechos, porque o livro é realmente muito bom!


Preocupações são sobre o que está acontecendo em sua cabeça, não apenas o que está acontecendo em sua conta bancária.

Preocupações estão ligadas à imaginação e às emoções, não apenas ao que está acontecendo aqui e agora.

Tentar resolver todas as suas preocupações com dinheiro abordando a quantidade de dinheiro – seja aumentando-o ou conseguindo viver com menos – não é a estratégia ideal. A chave é analisar a sua relação com dinheiro e os sentimentos que você tem sobre isso.

A meta da vida adulta, pode-se dizer, é se preocupar bem.

Autoconhecimento, experiência e coragem – os verdadeiros antídotos para o medo – não fazem com que o perigo desapareça. Eles permitem que tenhamos uma vida mais próspera, apesar da existência do perigo.

Uma pessoa corajosa não é aquela que simplesmente deixa de perceber uma ameaça. Ela está bastante consciente dos riscos; só que, em vez de ficar paralisada ou intimidada, é suficientemente determinada e confiante para enfrentar esses riscos.

Esses retratos são apenas alguns exemplos do fato de que, bem no fundo, muitas vezes dinheiro não é dinheiro. É prova de bondade; é a origem do mal; é vitória sobre um rival; é o caminho para o amor; é garantia de prazer sexual; é veneno; é a morte da infância.

Há muita verdade na observação de que somos o que fazemos. Razão pela qual é tão devastador para a alma gastar tanto tempo fazendo algo que você não acredita que valha a pena.

Portanto, em última instância, a tarefa da vida é transformar esforços e atividades que valem inerentemente a pena em posses e experiências que são em si de valor perene e verdadeiro. Esse é o ciclo ideal do dinheiro.

Nosso relacionamento com dinheiro torna-se doentio quando o retiramos desse ciclo. Isso acontece quando deixamos de vê-lo como bens e experiências potenciais – e, em vez disso, passamos a ver bens e experiências como dinheiro potencial. Essa é a situação da pessoa que não vê uma pintura, mas apenas um preço; que não vê uma educação, mas somente potencial de ganho.

Uma vida boa ainda é uma vida. Ela tem de incluir sua cota plena de sofrimento, desilusões e a aceitação de nossa mortalidade e as mortes de quem amamos. Viver uma vida que é boa como uma vida envolve tudo isso.

Prosperar implica aquilo a que verdadeiramente aspiramos: o melhor uso de nossas capacidades e habilidades; envolvimento em coisas que consideramos valerem a pena; a formação e a expressão do melhor em nós.

A prosperidade genuína dos indivíduos origina benefícios coletivos. Isso se deve ao fato de o exercício positivo dos talentos terem de promover o bem-estar geral, enquanto a minha alegria de viver e serenidade privadas nada podem acrescentar à vida dos outros.

A meta de um relacionamento é que ambas as pessoas prosperem juntas. E como o dinheiro é um ingrediente crucial da prosperidade, é também um ingrediente crucial do casamento.

A parceria do casamento permite um fardo desigual de criação de riqueza: idealmente, uma pessoa que seja muito boa em criar riqueza entra em parceria com alguém que é muito bom em prosperar – eles têm talentos e virtudes que lhes permitem aproveitar ao máximo as oportunidades para eles mesmos e para os que estão ao seu redor.

Faça a seguinte pergunta a si mesmo: A longo prazo, quais são as atividades, experiências e bens nos quais eu deveria me concentrar? Férias são mais importantes do que presentes? O tipo de casa em que moro é mais importante do que sua localização? Entre as muitas coisas que queremos, quais são as mais importantes para a nossa prosperidade? (Elas deveriam ser classificadas como necessidades.)

Dinheiro pode ser ganho de maneiras verdadeiramente boas. Portanto, devíamos estar sempre perguntando como as pessoas ganharam seu dinheiro – não apenas quanto elas têm. Quando a riqueza é produzida autenticamente servindo aos melhores interesses da humanidade, então as pessoas que ganham dinheiro dessa maneira são nossos amigos – na imaginação, eu quero dizer. Por isso, não é preciso ser antidinheiro para ser crítico quanto a muitas das fontes de riqueza.

O ponto, aqui, não é que seja bom ser pobre. Esses exemplos são de homens muito incomuns. A lição que eles trazem é que as pessoas ficam menos preocupadas com dinheiro à medida que se dedicam a outra coisa. Pessoalmente, quero aprender um pouco essa lição e ver o que ela nos diz sobre relacionamentos com dinheiro. Mas é uma lição que nos leva ao próprio âmago das preocupações com dinheiro e do que fazer com elas; está ligada a tudo o que falamos neste livro.

Ele explica a ideia de Aristóteles de que o dinheiro é apenas um recurso (como uma pilha de materiais de construção) que pode ser usado mal ou bem. Mas o dinheiro em si nada nos diz sobre como fazer isso – não mais do que uma pilha de tijolos nos diz como construir uma casa linda.


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COMO SE PREOCUPAR MENOS COM DINHEIRO – JOHN ARMSTRONG

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3 comentários em “Como se preocupar menos com dinheiro

  1. Opa, mais uma sugestão pra minha fila de leitura!

    Gostei desse trecho: “A meta de um relacionamento é que ambas as pessoas prosperem juntas. E como o dinheiro é um ingrediente crucial da prosperidade, é também um ingrediente crucial do casamento.”

    Me faz lembrar de um comentário que um amigo do trabalho uma vez me fez que me influenciou bastante o jeito que vejo a vida profissional: “Se nem casamento hoje em dia dura pra sempre, como é que eu vou esperar que o meu emprego dure?”

    Enquanto não satisfazerem igualmente as duas partes, relacionamentos de dinheiro podem e devem ser alterados e desfeitos até encontrar um melhor.

    Abraços!

    Pinguim Investidor

    Curtido por 1 pessoa

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