Mais esperto que o diabo

“O medo é uma areia movediça que se retroalimenta.” – Napoleon Hill

tirinha do willtirando acordo com o diabo

Saudações!

O livro de hoje é a terceira obra de Napoleon Hill que comento aqui no site. Depois de Pense e Enriqueça e A Lei do Triunfo, chegou a vez de Mais Esperto que o Diabo.

Diferente das outras duas obras desse autor, que abordam mais o tema de seu trabalho em busca da receita do sucesso, depois de entrevistar milhares de pessoas e várias celebridades da indústria americana, Mais Esperto que o Diabo tem uma parte biográfica. Nela, além de conta a parte boa da sua vida, o sucesso que obteve em seus negócios e com seus livros, ele conta também seus momentos ruins, de crise, penúria, dificuldade. É bacana conhecer o outro lado de uma pessoa que obteve tanto sucesso, mostra que não são super-heróis e as humaniza.

Gostei também da maneira como ele transmite o conteúdo. A entrevista com o diabo foi uma sacada genial. Se existiu ou não, sinceramente não sei. Pode ser só uma figura de linguagem, pode ter sido um devaneio, ou uma bela viagem, mas funciona.

O diabo representa o medo, o que há de pior. Acredito que não exista figura na história da humanidade que tenha sido mais utilizada do que o diabo para personificar o medo, o fracasso, a morte, a miséria. Independente da sua fé (ou falta dela), é uma figura que todos conhecem, o que facilita a transmissão da mensagem.

A entrevista me fez lembrar de A Arte da Guerra, de Sun Tzu. Nada melhor do que conhecer o inimigo para vencer uma batalha, ou até mesmo vencer a guerra sem precisar de fato batalhar.

Claro, tem um tanto de auto-ajuda e alguns conceitos repetidos de outros livros do escritor, mas vale a pena ler mesmo assim.

Outro ponto interessante: curioso como as mesmas críticas que fazemos hoje ao sistema educacional já eram feitas há quase um século, dado que o livro foi escrito na década de 1930. O mundo evoluiu, o homem foi ao espaço, inventou maravilhas, mas as escolas continuam funcionando praticamente do mesmo jeito que há 100 anos.

Abaixo, alguns trechos interessantes que destaquei:


As escolas e faculdades ensinam praticamente tudo, exceto os princípios de realização pessoal. Eles exigem que jovens, homens e mulheres, passem de quatro a oito anos adquirindo conhecimentos abstratos, mas não os ensinam o que fazer com esse conhecimento depois de tê-lo.

Minha experiência me ensinou que um homem nunca está tão perto do sucesso como quando o que ele chama de ‘fracasso’ toma conta de sua vida, porque nessas ocasiões ele é forçado a pensar.

A maior parte dos fracassos reais se deve a limitações que os homens impõem a si mesmos em suas próprias mentes.

Por quase dois meses, sofri com a pior das doenças humanas: a indecisão. Eu conhecia os dezessete princípios da realização pessoal, mas não sabia como aplicá-los.

O medo é uma areia movediça que se retroalimenta.

Também descobri que para cada experiência de derrota temporária, para cada fracasso e cada forma de adversidade existe a semente de um benefício equivalente.

De Cristo até Thomas Edison, os homens que mais realizaram foram os que mais se depararam com formas duradouras de fracasso temporário.

A depressão econômica que começou em 1929 trouxe miséria para milhões de pessoas, mas não devemos esquecer que a experiência também trouxe muitas bênçãos, a começar pelo conhecimento de que há algo infinitamente pior do que ser forçado a trabalhar, que é ser forçado a não trabalhar.

Eu costumava rezar somente quando encarava dificuldades. Agora, rezo antes da dificuldade, quando possível. Eu agora rezo não mais pelos bens e pelas grandes bênçãos deste mundo, mas para ser merecedor de tudo que já possuo. Acho que este meio de orar é melhor do que o antigo.

A mente age sempre de acordo com nossos desejos mais profundos e dominantes. Não há escapatória desse fato, isso é literalmente um fato. “Tenha muito cuidado com o que você deseja de coração, porque por certo será seu.”

Os seis medos mais efetivos são o medo da pobreza, da crítica, da perda da saúde, da perda do amor, da velhice e da morte.

A minha maior arma é a pobreza. Eu deliberadamente desencorajo as pessoas a acumular riqueza material porque a pobreza, em si mesma, tira a habilidade dos homens de pensar e os faz uma presa fácil para mim.

A mente é nada mais nada menos do que a soma de todos os hábitos!

Pais, professores, instrutores religiosos e muitos outros adultos, sem terem consciência disso, servem à minha causa ajudando-me a destruir o hábito de fazer as crianças pensarem por si mesmas.

Todo o sistema de escolas é administrado de forma a, estrategicamente, ensinar às crianças quase tudo, exceto como usarem as suas mentes a pensarem de forma independente. Vivo sempre com medo de que algum dia alguma pessoa corajosa reverterá esse sistema de ensino e decretará a morte da minha causa, permitindo que os estudantes se tornem instrutores e usando aqueles que hoje servem como professores somente como guias para ajudarem as crianças a estabelecerem modos e recursos para desenvolverem as suas próprias mentes, começando pelo seu próprio interior.

Nas escolas, os professores aprofundam a minha causa mantendo as crianças tão ocupadas decorando informações não essenciais em suas mentes que eles não têm a oportunidade de pensar ordenadamente ou de analisar corretamente as coisas que lhes são ensinadas.

Quando um indivíduo não usa o cérebro para a expressão de pensamentos criativos e positivos, a natureza preenche o vácuo forçando-o a agir em cima de pensamentos negativos.

O tempo modifica e altera todos os valores. Aquilo que é conhecimento apurado hoje pode tornar-se nulo e inválido amanhã, devido ao rearranjo do tempo, dos fatos e valores. O tempo modifica todos os relacionamentos humanos para melhor ou para pior, dependendo da forma pela qual as pessoas se relacionam umas com as outras.

Como é estranho que eu tenha sido forçado a experimentar a pobreza, o fracasso e a adversidade, em centenas de formas, antes de ter tido o privilégio de entender e utilizar a lei da natureza que neutraliza essas armas e as elimina de nosso caminho.


O livro pode ser comprado no link abaixo:

MAIS ESPERTO QUE O DIABO – NAPOLEON HILL

capa do livro mais esperto que o diabo napoleon hill

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Se ainda não leu, leia e volte aqui para contar o que achou.


Atualização: esses dias acabei ouvindo um podcast d’O Primo Rico, falando sobre o livro. Para ouvir, é só dar play no tocador abaixo:

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5 comentários em “Mais esperto que o diabo

  1. Sensacional, Marcelo!

    Mais um pro backlog de leituras minhas. Gostei destes insights:

    “Quando um indivíduo não usa o cérebro para a expressão de pensamentos criativos e positivos, a natureza preenche o vácuo forçando-o a agir em cima de pensamentos negativos.” –> Li uma vez que é muito mais fácil pra qualquer um lembrar e trazer à tona pensamentos negativos do que positivos. Isso faz todo sentido.

    “A minha maior arma é a pobreza. Eu deliberadamente desencorajo as pessoas a acumular riqueza material porque a pobreza, em si mesma, tira a habilidade dos homens de pensar e os faz uma presa fácil para mim” -> Guiado pelo estoicismo, tendo a pensar pelo lado oposto; a falta de recursos força a gente a “se virar” e se tornar mais resilientes. “Praticar a pobreza” inclusive é uma das técnicas estóicas mais antigas que existe.

    Abraços!

    Pinguim Investidor
    https://pinguiminvestidor.home.blog

    Curtido por 1 pessoa

    1. sobre a pobreza, entendi diferente: uma pessoa que não tem recursos para sobreviver, fica refém do medo, da dúvida, da ansiedade.
      eu entendo o estoicismo como um tipo de minimalismo, onde a pessoa tem a capacidade para ter os recursos, mas escolhe não te-los. Na pobreza, a pessoa não tem essa escolha.
      Não sei se me fiz entender hahaha

      valeu pelo comentário!

      Curtido por 1 pessoa

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