O que se vê e o que não se vê

“Amaldiçoar máquinas é amaldiçoar o espírito da humanidade!” – Frédéric Bastiat

Saudações!

O livro de hoje é uma daquelas obras clássicas que deveria ser de leitura obrigatória para toda a humanidade. Todo mundo que não quer mais ser ludibriado pelos políticos e burocratas de ocasião deve ler.

O que se vê e o que não se vê, de Frédéric Bastiat, tem como tema central o custo de oportunidade das decisões políticas e econômicas, ou seja, quando uma lei é aprovada, ela visa trazer determinados benefícios para a sociedade. Mas quais os malefícios que essas leis causam? Quando você cobra um certo imposto e destina 1 real para o governo atender certa demanda, o que o povo, pagador de impostos, está deixando de consumir com esse 1 real?

Este livro abrirá sua mente, proporcionando uma nova maneira de encarar os projetos de leis, impostos, benefícios que o governo municipal, estadual ou federal tentar aprovar daqui pra frente.

Abaixo, alguns trechos que considerei importantes:


Destes efeitos, apenas o primeiro é imediato; ele se manifesta simultaneamente com sua causa — é o que se vê. Os outros se desdobram em sucessão — eles são o que não se vê: é bom para nós se eles forem previstos.

um mau economista persegue um presente curto e bom, que se sucederá por um grande mal a vir, enquanto o verdadeiro economista persegue um grande bem a vir, — ao risco de um pequeno mal presente.

De fato  é o mesmo na ciência da saúde, arte e moral. Comumente acontece que o quão doce o primeiro fruto de um hábito é, mais amargo serão suas consequências.

Quebrar, estragar, desperdiçar, não é encorajar o trabalho nacional; ou, mais brevemente, “destruição não é lucro”.

O erro começa quando se diz que o sacrifício é uma vantagem porque beneficia alguém.

Mas o que você não vê é que dispensar cem mil soldados não é acabar com um milhão de dinheiro, mas devolvê-lo aos pagadores de impostos. Você não vê que lançar cem mil trabalhadores no mercado é jogar no mesmo momento os cem milhões de dinheiro necessários para pagar o trabalho deles; que, consequentemente, o mesmo ato que aumenta a oferta de mãos aumenta também a demanda;

Sou, confesso, um daqueles que pensam que a escolha e o impulso devem vir de baixo e não de cima, do cidadão e não do legislador; e a doutrina oposta me parece tender à destruição da liberdade e da dignidade humana.

Longe de alimentar a idéia absurda de acabar com a religião, a educação, a propriedade, o trabalho e as artes, quando dizemos que o Estado deveria proteger o livre desenvolvimento de todos esses tipos de atividade humana, sem ajudar alguns deles às custas de outros, pensamos, ao contrário, que todos esses poderes vivos da sociedade se desenvolveriam mais harmoniosamente sob a influência da liberdade; e que, sob tal influência, nenhum deles seria, como é agora o caso, uma fonte de problemas, de abusos, de tirania e desordem.

Nossos adversários consideram que uma atividade que não é auxiliada por suprimentos nem regulada pelo governo é uma atividade destruída. Nós pensamos exatamente o contrário. Sua fé está no legislador, não na humanidade; o nosso está na humanidade, não no legislador.

Quando impostos são objeto de discussão, senhores, vocês devem provar sua utilidade por razões a partir da raiz da questão, mas não por essa afirmação infeliz — “As despesas públicas apoiam as classes trabalhadoras”. Essa afirmação oculta o fato importante de que as despesas públicas sempre substituem as despesas privadas e que, portanto, trazemos subsistência a um operário em vez de outro, mas nada acrescenta à parcela da classe trabalhadora como um todo.

Enquanto você argumenta o destino dado pelo Estado aos milhões destinados, não deixe de indicar também o destino que o contribuinte teria dado, mas não pode dar agora, ao mesmo. Então você entenderá que uma empresa pública é uma moeda com dois lados. Em cima de um é impresso um trabalhador no trabalho, dessa maneira, isso que é visto; do outro, um trabalhador desempregado, dessa forma, aquilo que não é visto.

O tributo pago pelo povo ao comércio é o que é visto. O tributo que o povo pagaria ao Estado, ou a seus agentes, no sistema socialista, é o que não é visto.

O legislador proíbe a concorrência estrangeira e proíbe a competição mecânica. Por que outros meios podem existir para deter uma propensão que é natural a todos os homens, mas que os privam de sua liberdade?

É assim que os negócios estão unidos. Eles formam um vasto todo, cujas diferentes partes se comunicam por canais secretos; o que é salvo por um, todos ganham. É muito importante para nós entendermos que as poupanças nunca ocorrem às custas do trabalho e das mercadorias.

Mas se o Estado disser a ele, eu levo esta coroa para que eu possa lhe dar um pequeno prêmio, caso você cultive bem o seu campo; ou que eu possa ensinar ao seu filho algo que você não deseja que ele aprenda; ou que o ministro pode acrescentar outro prato à mesa no jantar; eu levo para construir uma cabana na Argélia, em cada caso eu devo tomar outra moeda a cada ano para manter um emigrante, e outra centena para manter um soldado para guardar este emigrante, e outra coroa para manter um general para guardar este soldado. — Acho que ouvi o pobre James exclamar:” Este sistema de lei é muito parecido com um sistema de trapaça!

Não deveria o protecionista envergonhar-se pela parte que faria a sociedade pagar? Ele diz: “Você deve me dar trabalho, e, mais do que isso, um trabalho lucrativo. Eu tolamente fixei um negócio pelo qual eu perdi dez por cento. Se você impuser um imposto de vinte francos sobre meus compatriotas, e dar para mim, eu serei um ganhador em vez de um perdedor. Agora, o lucro é meu direito, você deve isso a mim.”


Você pode adquirir o livro no link abaixo:

O QUE SE VÊ E O QUE NÃO SE VÊ – FRÉDÉRIC BASTIAT

capa do livro o que se vê e o que não se vê, de frédéric bastiat

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