O investidor inteligente

Atingir resultados de investimento satisfatórios é mais fácil do que a maioria das pessoas pensa; atingir resultados superiores é mais difícil do que parece.

Benjamin Graham

Saudações, livreiros e livreiras!

Hoje é sexta-feira, nosso tradicional dia do livro. E o título de hoje é talvez o maior clássico quando o assunto é investimentos: O Investidor Inteligente, de Benjamin Graham.

Confesso que demorei pra caramba para ler este livro, afinal são quase 700 páginas, variando bastante entre trechos bem técnicos, com dados e contas demonstrativas, e entre trechos mais fluidos, baseados em exemplos da vida de Graham, ou usando metáforas com temas da cultura mundial. Aliás, isso é uma coisa que me chamou bastante atenção. O livro tem muitas referencias à grandes nomes da cultura mundial, o que só mostra que Graham, no mínimo, era uma pessoa que lia muito.

Em alguns pontos a leitura pode parecer chata, maçante, mas vale a pena com certeza. Recomendo a todo tipo de investidor, mas principalmente ao iniciante. Conhecer o conteúdo deste livro vai te ajudar a não fazer besteira com seu dinheiro, e no mínimo, se questionar na hora de fazer seus investimentos. Claro que algumas coisas que funcionam no mercado americano não funcionam ou mesmo não existem aqui no Brasil, mas tirando isso a leitura é bem válida. Esse é um problema recorrente de livros escritos nos EUA, nem todo o conteúdo pode ser aplicado fora de lá. Um exemplo clássico disso é o livro Pai Rico, Pai Pobre, de Robert Kiyosaki.

Alguns dos conceitos do livro já falei aqui, principalmente sobre diversificação. Também tem muito conteúdo excelente sobre isso no site da Trinus Global e na Bastter.com:

Ganhando dinheiro sem perder o sono

A importância da diversificação (ou porque não colocar todos os ovos na mesma cesta)

Abaixo, alguns trechos bacanas que destaquei:

Conforme observou o filósofo dinamarquês Soren Kierkegaard, a vida só pode ser entendida em retrospecto, mas deve ser vivida para a frente.

O que isso significa é que o timing não tem qualquer valor real para o investidor a menos que ele coincida com o pricing, isto é, a menos que ele o capacite a recomprar suas ações a um preço substancialmente mais baixo do que o preço de venda anterior.

A moral da história parece ser que qualquer abordagem promissora no mercado acionário passível de ser facilmente descrita e seguida por muitas pessoas é, em si mesma, simples e fácil demais para durar.

“Todas as coisas excelentes são tão difíceis quanto raras.”
Portanto, o investidor que se deixa influenciar pela massa ou se preocupar sem razão com o efeito de quedas de mercado injustificadas sobre sua carteira está transformando, de forma perversa, sua vantagem básica em uma desvantagem básica. Esse indivíduo estaria, então, em uma melhor situação se suas ações não fossem cotadas em bolsa, pois seria poupado da angústia causada pelos erros de avaliação de outras pessoas.

Você permitiria de bom grado a um lunático de carteirinha dizer-lhe, pelo menos cinco vezes por semana, que você deve se sentir exatamente igual a ele? Você concordaria, alguma vez, em ficar eufórico apenas porque ele está, ou se sentir infeliz apenas porque ele pensa que você deveria se sentir assim? Claro que não. Você insistiria em seu direito de assumir o controle de sua própria vida emocional, com base em suas experiências e crenças. Porém, quando se trata de sua vida financeira, milhões de pessoas deixam o Sr. Mercado dizer-lhes como se sentir e o que fazer apesar do fato óbvio de que de tempos em tempos ele tem surtos de loucura.

Se seu horizonte de investimento é longo, pelo menos 25 ou trinta anos, há apenas uma abordagem sensata: comprar todo mês, automaticamente, e sempre que você tiver dinheiro sobrando.

Uma vez entrevistei um grupo de aposentados em Boca Raton, uma das comunidades de aposentados mais ricas da Flórida, e perguntei a essas pessoas, a maioria com mais de setenta anos, se elas haviam superado o mercado durante suas vidas de investidores. Algumas disseram que sim, algumas disseram que não; a maioria não tinha certeza. Então, um homem disse: “E daí? Tudo que eu sei é que meus investimentos renderam o suficiente para que eu acabasse em Boca.”

Em uma série de experiências memoráveis no final da década de 1980, um psicólogo de Columbia e Harvard, Paul Andreassen, mostrou que os investidores que receberam atualizações freqüentes de suas ações ganharam metade dos retornos dos investidores que não tiveram quaisquer notícias. 

E é um lembrete de que a compra de fundos baseada apenas no desempenho passado é uma das coisas mais estúpidas que um investidor pode fazer.

Se a razão para as pessoas investirem é ganhar dinheiro, então, ao buscar uma assessoria, elas estão pedindo a outros que lhes digam como ganhar dinheiro. Essa idéia contém um certo elemento de ingenuidade. Os empresários buscam assessoria profissional em vários aspectos de seus negócios, mas não esperam que lhes digam o que fazer para obterem lucro. Essa é a sua área de atividade. Quando eles, ou pessoas que não estão ligadas aos negócios, confiam em outros para obterem lucros de investimento, esperam um tipo de resultado para o qual não existe uma contrapartida verdadeira na prática comercial comum.

Todos os investidores trabalham sob uma ironia cruel: investimos no presente, mas investimos para o futuro. E, infelizmente, o futuro é quase inteiramente incerto. A inflação e as taxas de juros não são confiáveis; as recessões econômicas vão e vêm aleatoriamente; convulsões sociais, como guerras, escassez de bens primários e terrorismo chegam sem aviso; e o destino de companhias individuais e de seus setores acaba sendo, com freqüência, o oposto do que a maioria dos investidores esperava. Portanto, investir com base na projeção do futuro é uma atitude tola; mesmo as previsões dos assim chamados especialistas são menos confiáveis do que o giro de uma moeda no cara e coroa. Para a maioria das pessoas, investir com base na proteção— do pagamento em excesso por uma ação e da confiança em excesso na qualidade de seu próprio julgamento— é a melhor solução.

No entanto, a diversificação não apenas minimiza suas possibilidades de erro. Ela também maximiza suas chances de acerto. Durante longos períodos de tempo, algumas ações se tornam “superações” que sobem até 10.000% ou mais.

Assim como a advertência do Ministério da Saúde em um maço de cigarros não impede ninguém de fumar, nenhuma reforma regulatória evitará que os investidores ingiram uma overdose de sua própria ganância.

Para comprar o livro (e recomendo que compre, leia e devore), acesse o link abaixo:

O INVESTIDOR INTELIGENTE – BENJAMIN GRAHAM

O investidor inteligente (Português) Capa Comum – 18 mar 2017 por Benjamin Graham (Autor), Lourdes Sette (Tradutor)

 

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Para aprender mais sobre imóveis, compre meu livro:

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3 comentários em “O investidor inteligente

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