Super ocupado

“A pessoa que nunca estabelece prioridades é aquela que não acredita em sua própria finitude.” Kevin DeYoung

Ocupados e ocupadas, saudações!

O livro de hoje encontrei enquanto navegava pela biblioteca da Amazon, testando o Prime Reading. Não conhecia nada do autor ou do livro, mas baixei porque o título e a capa me chamaram atenção. Impossível não associar com a famosa corrida dos ratos de Pai Rico, Pai Pobre.

Super Ocupado, de Kevin DeYoung, é um livro que me surpreendeu e valeu o tempo gasto. O autor é um pastor evangélico, então claro que muito do que ele escreve é baseado em teologia e trechos da Bíblia, mas mesmo para quem é ateu convicto, o livro traz boas lições sobre nossa ocupação exagerada de hoje em dia. Eu mesmo confesso que comecei a ler sem maiores expectativas, mas o livro me trouxe insights excelentes, principalmente em relação a criação dos filhos que um dia terei.

Vou tentar seguir alguns dos ensinamentos do livro, quem sabe consigo melhorar meu gerenciamento do tempo e meu relacionamento com as mais diversas ocupações.

Abaixo, alguns trechos interessantes do livro:

Alguns livros foram escritos porque o autor sabe alguma coisa que as pessoas precisam saber. Outros porque o autor viu coisas que outras pessoas precisam ver. Eu estou escrevendo para entender coisas que não sei, e trabalhar em mudanças que ainda não consegui ver. Mais que qualquer livro em que tenho trabalhado, este é um livro para mim.

Em geral, não acordamos tentando servir, mas apenas tentando sobreviver.

A ocupação desenfreada é como o pecado: mate-o ou ele vai matar você.

Você sabe por que retiros, viagens missionárias, acampamentos e conferências cristãs quase sempre fazem bem para nosso crescimento espiritual? Porque para participar deles, temos de liberar nossa agenda. Você sai. Deixa de lado sua insanidade normal para um final de semana e encontra espaço para pensar, orar e adorar a Deus.

Ouvimos sermões sem conta sobre os perigos do dinheiro, mas o perigo verdadeiro vem depois que você gastou seu dinheiro. Uma vez que você seja o proprietário, tem de fazer a manutenção, mantê-lo trabalhando e ficar atento para as últimas melhorias. Se as preocupações na vida não nos afundam, a manutenção consegue fazer isso!

A presença de ocupação extrema em nossa vida pode estar apontando para problemas mais profundos — insidiosa tendência de agradar sobretudo às pessoas, ambição implacável, um sentimento de mal-estar, de falta de significado. “Ocupação em demasia serve como uma espécie de segurança existencial, um muro contra o vazio”, escreve Tim Kreider em seu artigo viral, “The ‘Busy’ Trap”, [A armadilha do ocupado] para o New York Times.

“Se eu continuar me esforçando, finalmente serei alguém de valor. Vou ser importante. Finalmente, terei chegado ao topo”. Besteira. Você nunca estará satisfeito. A única coisa pior que deixar de realizar qualquer desses sonhos é vê-los todos realizados.

Nós não esperamos conseguir comprar tudo que queremos, pois sabemos que existe um limite ao nosso dinheiro. Mas, de alguma maneira, vivemos como se o tempo não tivesse limites, quando na verdade nosso tempo é muito mais limitado do que nosso dinheiro. As riquezas podem ser criadas, mas ninguém tem a capacidade de fazer crescer mais tempo.

Uma razão pela qual nunca domesticamos a besta da ocupação desenfreada é que não estamos dispostos a eliminar nada.

Leslie Leyland Fields está certa: “Um dos mitos mais resistentes e apreciados sobre pais é que a mãe e o pai criam a criança”.

Uma pergunta importante era: “O que você mudaria quanto ao jeito que o trabalho de seus pais o afeta?” O resultado foi impressionante. Era raro que os filhos desejassem mais tempo com seus pais, mas, para surpresa dos pais, eles desejavam que seus pais estivessem menos cansados e estressados.

Nossos filhos, argumenta Caplan, estão sofrendo do “estresse de segunda mão”.7 Ao tentar fazer tantas coisas por eles, na verdade estamos tornando nossos filhos menos felizes. Seria melhor que planejássemos menos passeios, nos envolvêssemos em menos atividades, tirássemos pequenas folgas sem os filhos, fizéssemos o possível para obter mais ajuda nos afazeres domésticos, e fizéssemos a saúde mental dos pais uma prioridade mais alta.

Caplan escreve: “Você pode ter uma vida melhor e uma família maior, se admitir que o futuro de seus filhos não está em suas mãos”.

Não podemos estar ao mesmo tempo aqui e ali de verdade. O maior engano de nossa era digital talvez seja a mentira de que podemos ser onicompetentes, oni-informados e onipresentes. Não podemos ser nada disso. Temos de assumir nossa ausência, nossa incapacidade e nossa ignorância — e escolher com sabedoria. Quanto mais cedo abraçarmos nossa finitude, mais cedo estaremos livres.

Poderia listar mais passagens do livro aqui, mas ficaria demasiadamente longo para um texto sobre um livro que é curto. Em menos de duas horas você consegue ler e fazer o bem para sua vida, tornando-a menos corrida.

Ficou curioso para ler? Pode comprá-lo na Amazon no link abaixo, ou apenas alugá-lo no Prime Reading, se você for assinante do Amazon Prime. Boa leitura!

SUPER OCUPADO – KEVIN DEYOUNG

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4 comentários em “Super ocupado

  1. Achei muito bom seus comentários e resumo dele. Para pessoas que buscam a Independência Financeira, é sempre complicado buscar um equilíbrio do quanto é o “suficiente”, do “agora já deu, está bom”…sempre parece ser necessário buscar mais, trabalhar mais e assim se OCUPAR sempre mais. Mas a verdade é que o nosso tempo tem ciclo e final, mas na ânsia de ter mais, muitos acabam com a própria sanidade, sua saúde e de não adianta tanto esforço passado.

    Atualmente estou assim nessa ansiedade de manter minha frugalidade e aportes altos, vejo que estou precisando pisar um pouco no freio e aproveitar mais o agora, esse tempo presente que é maravilho e uma benção sem tamanho.

    Abraço!

    Curtido por 2 pessoas

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