O cálculo econômico em uma comunidade socialista

“Qualquer pessoa que tenha como o objetivo de vida mudar as opiniões de outras pessoas tem de estar comprometida com dois princípios: fazer sempre aquilo que defende e apoiar (de qualquer maneira possível) causas que estejam de acordo com o que defendem.”

Saudações!

Hoje é sexta-feira, dia do livro aqui no Vida Rica.

O título dessa semana é mais um livro que aluguei no Prime Reading da AmazonO cálculo econômico em uma comunidade socialista, de Ludwig Von Mises. A obra aborda a impossibilidade de uma economia baseada no socialismo permanecer funcionando por longos períodos. Contextualizando, o livro foi escrito em 1920, apenas três anos após a revolução russa de 1917, e visava demonstrar porque aquela forma de controle da economia não daria certo. A história mostra que o autor tinha razão.

Aqui no Brasil nunca fomos de fato uma economia socialista, ou comunista, mas já tivemos pequenas experiencias do caos que a abolição do sistema de livre formação de preços causa: o tabelamento de preços do governo de José Sarney, o congelamento dos aluguéis no governo de Getúlio Vargas, e mais recentemente o tabelamento do frete para os caminhoneiros no governo de Michel Temer. Isso sem falar nos casos que acontecem quando existe algum problema de abastecimento, seja por greve ou desastre natural, sobre os quais falei neste texto. Ainda poderia incluir nesse rol as dezenas de regulações de preços que temos Brasil afora, mas aí não caberia tudo em um post de blog.

O livro é curto, pra falar a verdade ele tem mais prefácio e posfácio do que livro em si. Mesmo quem é leigo em economia consegue entender o conteúdo da obra.

Abaixo, alguns trechos de destaque do livro:

Em um Estado socialista, cada mudança econômica se torna uma tarefa cujo sucesso não pode nem ser estimado antecipadamente e nem ser determinado retroativamente. Há apenas apalpadelas às cegas. O socialismo é a abolição da racionalidade econômica.

Como navegar nesse mar de infinitas possibilidades sem a bússola fornecida pelo sistema de preços? Nisso consiste a pergunta crucial de Mises sobre a economia do socialismo.

Será que um sistema de pontuação da produção intelectual de pesquisadores universitários, por exemplo, corresponde a incentivos “de mercado” ou geram apenas burocracia e excesso de pesquisa sem relevância? A resposta passa pela natureza do sistema de “preços” utilizado: enquanto, por um lado, o sistema de seleção fornecido por preços reais é descentralizado, por outro lado, comitês centrais determinam o valor da pontuação.

Quando o governo soviético tabelou e fixou 22 milhões de preços, 460.000 salários e mais de 90 milhões de funções para os 110 milhões de funcionários do governo, o caos e a escassez foram o inevitável resultado. O Estado socialista destruiu a ética inerente ao trabalho, privou as pessoas da oportunidade e da iniciativa de empreender, e difundiu amplamente uma mentalidade assistencialista.

A propriedade privada dos fatores materiais de produção não é uma restrição à liberdade dos outros de escolher aquilo que mais lhes convenha. Bem ao contrário, é o meio que garante ao homem comum, em sua condição de comprador, a supremacia em todos os assuntos econômicos. É o principal meio de estimular os indivíduos mais empreendedores de uma nação a esforçarem-se, na medida de suas capacidades, a serviço de todos.

Quem deverá consumir e o que deve ser consumido por cada um é o ponto crucial do problema da alocação socialista.

Em um Estado socialista, o dinheiro jamais poderá cumprir o papel que cumpre em uma sociedade competitiva, determinando o valor dos bens de produção. O cálculo em termos monetários será impossível.

Ademais, exatamente pelo fato de os bens de produção jamais se tornarem objeto de troca, será impossível determinar seu valor monetário.

A mente de um homem só, por mais brilhante que seja, é incapaz de compreender a importância de um bem específico entre os inúmeros bens de ordem mais elevada. Homem algum pode dominar todas as possibilidades de produção, inúmeras que são, de modo a estar em posição de fazer juízos de valor imediatamente evidentes, sem a ajuda de algum sistema de computação.

Na União Soviética, por exemplo, em meio a uma horrenda escassez de alimentos, tratores novos e usados enferrujam nos campos de cereais não colhidos, pois não há combustível suficiente para movimentá-los, mão-de-obra para operá-los, ou estruturas para abrigá-los.

É fato universalmente aceito que a exclusão da livre iniciativa e da responsabilidade individual, das quais depende o sucesso das empresas privadas, constitui a mais séria ameaça à organização econômica socialista.

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O CÁLCULO ECONÔMICO EM UMA COMUNIDADE SOCIALISTA – LUDWIG VON MISES

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2 comentários em “O cálculo econômico em uma comunidade socialista

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