As cidades que dão certo

Saudações, caros leitores! Vamos falar de mais um livro nessa belíssima sexta-feira!

Vendo meus arquivos, percebi que já tem uns 6 meses que terminei de ler essa obra, mas como só publico um post por semana sobre livros, acabei demorando.

As cidades que dão certo – Experiencias inovadoras na administração pública brasileira, escrito por Rubens Figueiredo e Bolívar Lamounier em 1996, traz em suas páginas os projetos que algumas cidades do Brasil estavam desenvolvendo para tentar resolver os problemas urbanos, como habitação, saneamento, educação e transporte. Em cada capítulo, o livro fala sobre as experiencias de uma cidade, pela ordem: Curitiba, Bauru, Belo Horizonte, Campinas, Campo Mourão, Joinville, Osasco e São Paulo.

Obviamente, o livro está datado (ele já tem 23 anos, afinal) e muita coisa do que foi citado como exemplo de boas práticas e possíveis soluções para os problemas acabou não dando os resultados esperados. Infelizmente, é normal que isso ocorra no Brasil. Como temos eleições municipais a cada quatro anos, é bem comum que as políticas implementadas por uma gestão não tenha sequencia nos mandatos posteriores.

Abaixo, alguns trechos interessantes do livro:

Os municípios brasileiros ficam com cerca de 16% da renda pública nacional. No entanto, as pesquisas de opinião pública mostram que a população tem a clara percepção de que as Prefeituras prestam uma maior quantidade de serviços do que os Estados e o Governo Federal.

Na maioria esmagadora dos municípios, portanto, a dependência em relação à transferência de recursos de outras esferas do governo é enorme. Assim, dos recursos municipais totais do país, 72,5% vieram de transferências no período 1991/1993.

Talvez fosse simples proibir a construção de espigões [em Curitiba]. Mas no começo dos anos 70, com o país crescendo aceleradamente, isto significava ir contra toda a população. Contra os moradores que gostariam de se fixar ao lado do centro e contra os construtores que sempre buscam o lucro.

[Em Bauru] Pela primeira vez, nasceram junto com um bairro popular equipamentos [públicos] que poderão significar, para muitos, novos padrões de vida. 

Ignorada a conformação do velho arraial de Nossa Senhora da Boa Viagem do Curral del Rei, derrubadas todas as suas casas, planejou-se na monumental paisagem uma cidade para 200 mil habitantes. […] Mas em 1940, quando Juscelino Kubitschek foi nomeado prefeito, [Belo Horizonte] já tinha ultrapassado a meta dos planejadores chefiados pelo engenheiro Aarão Reis, que, pouco antes da passagem do século, jamais poderiam sonhar com os fenômenos demográficos em gestação no país.

Este livro, infelizmente, não está no catálogo da Amazon. O meu mesmo eu consegui em um sebo aqui da cidade, enquanto passeava por entre as suas prateleiras. Entretanto, encontrei o título à venda na Estante Virtual, no link abaixo:

AS CIDADES QUE DÃO CERTO – BOLÍVAR LAMOUNIER E RUBENS FIGUEIREDO

Se tem interesse por mais livros sobre as cidades, recomendo a leitura das obras da Jane Jacobs, Edward Glaeser, Jan Gehl e Alain Bertaud. Também vale a pena conferir o excelente site do Caos Planejado e os conteúdos do Raul Juste Lores.

Até a próxima!

cropped-porco-avatar1

Para aprender mais sobre imóveis, compre meu livro:

Tijolos – Tudo o que você precisa saber antes de alugar, comprar, vender ou financiar um imóvel

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.