Como fazer amigos e influenciar pessoas

Você conhece alguém a quem deseja modificar, aconselhar e melhorar? Excelente! Isso é muito bom. Estou inteiramente a favor. Mas por que não começar por si mesmo? – Dale Carnegie

Saudações, influenciadores e influenciadoras!

O livro desta semana é um clássico, daqueles que todo mundo indica pra ler. E comigo não foi diferente: já tinha visto recomendações do livro em muitos sites, blogs e podcasts. Apesar disso, acabei demorando bastante pra ler, e depois de terminar, fiquei com a sensação de que deveria ter lido antes. Ao mesmo tempo, talvez não tivesse aproveitado tanto o conteúdo se o tivesse lido perto dos 20 anos ao invés de perto dos 30. Mas sem mais delongas, vamos ao livro.

Como o título já denuncia, o livro traz valiosas lições, que o autor chama de princípios, para lidar com pessoas da melhor maneira, de modo a evitar conflitos e conseguir o que precisa das pessoas. Sim, a princípio parece que o livro quer ensinar uma maneira de manipular as pessoas, mas lendo percebe-se que não é isso. Alguns princípios são bem básicos, e me espanta que precisaram ser escritos no livro, mas às vezes até o óbvio precisa ser dito.

É um livro que realmente me agradou, e pretendo ler outros do autor. Ele também serviu pra eliminar uma dúvida que eu tinha: Andrew e Dale Carnegie não são parentes! Mas é curioso como contribuíram com dois best-sellers como o livro deste post e a Lei do Triunfo, do Napoleon Hill.

Abaixo, alguns trechos que gostei e destaquei:

Quando tratarmos com pessoas, lembremo-nos sempre de que não estamos tratando com criaturas de lógica. Estamos tratando com criaturas emotivas, criaturas suscetíveis às observações norteadas pelo orgulho e pela vaidade.

“Educação”, disse o dr. John G. Hibben, antigo Presidente da Princeton University, “é a habilidade de enfrentar as situações da vida”.

Bernard Shaw frisou certa vez: “Se ensinardes alguma coisa a um homem, ele nunca aprenderá”. Shaw estava certo. O aprender é um processo ativo. Aprendemos fazendo.

Sob o firmamento existe apenas um meio de conseguir que alguém faça algo. Você já meditou alguma vez nisto? Sim, apenas um único meio. E este meio é conseguir que a outra pessoa queira fazer.

“Considero minha habilidade em despertar o entusiasmo entre os homens a maior força que possuo, e o meio mais eficiente para desenvolver o que de melhor há em um homem é a apreciação e o encorajamento”, disse Schwab. “Não há meio mais capaz de matar as ambições de um homem do que a crítica dos seus superiores. Nunca critico quem quer que seja. Acredito no incentivo que se dá a um homem para trabalhar. Assim, sempre estou ansioso para elogiar, mas repugna-me descobrir faltas. Se gosto de alguma coisa, sou sincero na minha aprovação e pródigo no meu elogio”.

Magoar as pessoas, além de não modificá-las, jamais as desperta para suas atividades.

Já se deteve alguma vez para pensar que o cachorro é o único animal que não tem que trabalhar para viver? A galinha põe ovos, a vaca fornece leite, o canário canta. Mas o cachorro vive exclusivamente dando-lhe apenas amor.

Você pode fazer mais amigos em dois meses, interessando-se pelas outras pessoas, do que em dois anos, tentando conseguir o interesse dos outros sobre você.

Não é o que você tem, ou quem você é, ou onde você está ou o que você está fazendo que o tornam feliz ou infeliz. É o que você pensa sobre isso. Por exemplo, duas pessoas podem estar no mesmo lugar, fazendo a mesma coisa, ambas podem ter uma igual quantidade de dinheiro e prestígio — e entretanto uma pode ser extremamente infeliz e a outra feliz. Por quê? Devido a uma diferença de atitude mental. Eu tanto vi fisionomias felizes entre os camponeses pobres que trabalham com suas ferramentas primitivas debaixo de um sol cáustico nos trópicos, como nos escritórios equipados com ar-condicionado em Nova York, Chicago ou Los Angeles.

Certa vez, narrei este caso em público; e um homem perguntou-me depois: “Que queria o senhor conseguir dele?” O que eu estava procurando conseguir dele!!! O que eu estava procurando conseguir dele!!! Se somos tão desprezivelmente egoístas que não podemos irradiar um pouco de felicidade e passar um pouco de sincero reconhecimento e apreço sem tentar tirar algo da outra pessoa em troca, se nossas almas não são maiores do que as dos maus maridos, nos encontraremos diante do fracasso que tão justamente merecemos.

Como resultado de tudo isto, cheguei à conclusão de que há apenas um caminho para conseguir o melhor numa discussão — é correr dela, correr como você correria de uma cobra ou de um tremor de terra.

Você não pode vencer uma discussão. Não pode porque, se perder, perdeu mesmo, e, se ganhar, também perdeu. Por quê? Bem, suponha que triunfou sobre um outro homem e arrasou seus argumentos cheios de pontos fracos e provou que ele é non compos mentis3. Que acontece? Você o fez sentir-se inferior. Você lhe feriu o amor-próprio. Ressentirá seu triunfo. E — “um homem convencido contra a vontade, conserva sempre a opinião anterior”.

Acolha a divergência. Lembre-se do lema: quando dois sócios concordam sempre, um deles é desnecessário. Se existe alguma questão sobre a qual você não havia pensado antes, agradeça se alguém chamar a sua atenção para ela. Talvez esse discordância seja sua oportunidade de se corrigir antes de cometer um erro grave.

Poderia colocar ainda mais destaques, o livro é realmente bom, é merecedor do sucesso que tem, mas o texto ficaria grande demais e ninguém leria.

Se gostou do livro, pode comprá-lo no link abaixo:

COMO FAZER AMIGOS E INFLUENCIAR PESSOAS – DALE CARNEGIE

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Se você ainda não tem o Kindle, pode baixar os aplicativos para PC, tablet ou smartphone neste link!

Abraço e até o próximo livro!

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3 comentários em “Como fazer amigos e influenciar pessoas

  1. Com este livro pude transitar por todas as tribos, desde os playboys até entre feministas suvaquentas. Em minha última viajem, sozinho, parei em um hostel cheio de comunistas e feministas. Usando os princípios de NUNCA julgar, criticar e reclamar de nada, ser prestativo e humilde, além de fazer questão de decorar o nome de todos os hóspedes, fazer elogios sinceros, e após descobrir os assuntos de que a pessoa gosta, conversar sobre, pude conseguir a confiança/aceitação de todos. As pessoas adoram falar sobre elas e sobre assuntos que gostam. Percebi que quando eu falava de mim, o interesse não era tanto, mas quando falava sobre o interesse das pessoas a conversa ia longe…

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