Inabalável

Senhoras e senhores, temos aqui um livro que me surpreendeu. Confesso que eu esperava mais um livro de “auto ajuda financeira”, como tem tantos por aí, principalmente pelo fato do autor ser um reconhecido coach. Entretanto, durante a leitura ficou claro que o livro realmente pretende ajudar o pequeno investidor a ter uma vida financeira mais digna e tranquila. Claro que durante o livro aparecem algumas propagandas, o autor tem uma linguagem similar as dos livros de auto ajuda, mas o conteúdo é bom. Ele não fica tentando te provar que você vai enriquecer por mágica, por pensar positivo, pelo universo conspirar a seu favor. É exatamente ao contrário: ele ensina como investir melhor, como economizar em taxas de investimento e de corretagem, como pagar menos impostos de forma legal nos seus ativos. É praticamente um Bastter que speak. Acredito que a única discordância fica por parte dele recomendar o rebalanceamento da carteira vendendo ativos que se descolaram da porcentagem que você idealizou na sua carteira. Mas tirando isso, o livro é realmente muito bom.

Eu destaco principalmente dois pontos do livro: o primeiro é onde ele incentiva que o pequeno investidor aplique em fundos de índice, de modo a diversificar e proteger o seu capital. Importante lembrar que o mercado americano é muito maior do que o brasileiro, o que dificulta montar uma carteira diversificada aplicando o stock-picking (ato de comprar ações individualmente). O segundo fica para o último capítulo, onde o seu co-autor, Peter Mallouk, aborda o planejamento tributário e sucessório, ensinando formas legais de se pagar menos imposto tanto em vida quanto na herança deixada para seus familiares. Claro que nem tudo se aplica ao Brasil, afinal, temos regras tributárias diferentes dos EUA, mas foi dos poucos livros abordando esse assunto. É uma coisa que não costuma estar presente nos livros de educação financeira em geral.

Abaixo, alguns trechos inabaláveis do livro:

Ao admitir a realidade de que a emoção é a inimiga número um dos investimentos, os indivíduos podem conceber estratégias que lhes permitam superar o mercado e a maioria dos gestores profissionais.

Nunca se esqueça desses dois ferozes inimigos do sucesso no mercado de ações: o medo e as taxas.

E foi assim que nos afastamos cada vez mais da vida em um mundo normal: os devedores são pagos para emprestar e os poupadores são punidos por economizar.

A lição? Você nunca vai ganhar o seu caminho para a liberdade financeira. O verdadeiro trajeto até a riqueza é reservar uma parcela do seu dinheiro e investi-lo para que ele sofra os efeitos dos juros compostos ao longo de vários anos. É assim que você se torna rico enquanto dorme. É assim que você faz do dinheiro seu escravo, em vez de se tornar um escravo do dinheiro. É assim que você alcança a verdadeira liberdade financeira.

Graças à inflação, o preço de quase tudo está em sua máxima histórica quase o tempo todo. Se você não acredita em mim, verifique o preço do seu Big Mac, do seu café latte, da sua barra de chocolate, do seu peru do dia de Ação de Graças ou do seu carro novo. Existem grandes chances de que esses preços também estejam em sua máxima histórica.

Bogle acrescenta que, estatisticamente, surgem alguns desempenhos superiores quando se cria um número suficiente de fundos: “Tony, se você enfiar 1.024 gorilas em um ginásio e ensinar cada um deles a jogar uma moeda para cima, um deles vai tirar cara dez vezes seguidas. A maioria chamaria isso de sorte, mas quando isso acontece no negócio dos fundos nós chamamos esse cara de gênio!”

Em sua carta de 2016 aos acionistas, ele critica os ricos e os “sofisticados” por buscarem aqueles que apresentam os melhores desempenhos. Buffett afirmou que “a busca da elite por uma consultoria de investimentos excepcional causou, em termos globais, um desperdício de mais de US$ 100 bilhões na última década”. Seu discurso não para por aí: “Os ricos estão acostumados a achar que seu destino na vida é obter os melhores alimentos, a melhor formação escolar, o melhor entretenimento, a melhor habitação, a melhor cirurgia plástica, o melhor ingresso para uma partida esportiva, seja o que for. Eles acham que seu dinheiro deve lhes servir para comprar coisas superiores, em comparação com a parte menos favorecida da população. (Eles) têm grande dificuldade para adotar com resignação um produto financeiro (fundos de índice) ou serviço que também esteja disponível para pessoas que investem apenas alguns milhares de dólares.” Uma simplérrima, embora brilhante, orientação do próprio Oráculo de Omaha.

Warren Buffett brinca que nunca devemos perguntar a um barbeiro se estamos precisando cortar o cabelo. Ora, os corretores são os barbeiros do mundo financeiro. Eles são treinados e incentivados para vender, independentemente de precisarmos ou não do que eles estão vendendo! Não é uma crítica. É apenas um fato.

Vamos analisar esse ponto. Se você investiu US$ 100.000 e perdeu 50%, ficou com US$ 50.000. Se você obtiver um lucro de 50% sobre aqueles US$ 50.000, agora tem um total de US$ 75.000. Você ainda vai estar com US$ 25.000 a menos. Na realidade, você precisa de um ganho de 100% apenas para recuperar suas perdas e retornar aos seus US$ 100.000 originais, o que poderia lhe custar, facilmente, uma década inteira.

Quando se trata das áreas mais importantes da sua vida — sua família, sua fé, sua saúde, suas finanças —, você não pode depender de ninguém para lhe dizer o que fazer. É ótimo receber treinamento de especialistas nesses domínios, mas não é possível terceirizar a decisão final.

Uma abordagem comum — embora equivocada — consiste em usar a idade de uma pessoa para determinar a porcentagem de títulos em seu portfólio. Por exemplo, se você estiver com 55 anos, teria 55% de seus ativos alocados em títulos. Para mim, isso é insanamente simplista. Na realidade, o tipo de ativos que você possui deveria estar relacionado com o que você, pessoalmente, precisa conquistar. Outra abordagem comum tende a basear a alocação de ativos de uma pessoa em sua tolerância ao risco. Para mim, essa abordagem é igualmente equivocada, pois ignora suas necessidades. E se você for avesso ao risco, mas não tiver nenhuma chance de se aposentar, a menos que invista pesado em ações? Montar um portfólio conservador repleto de títulos apenas o condenaria à decepção.

O livro pode ser encontrado na Amazon, no link abaixo:

INABALÁVEL – TONY ROBBINS

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Você já leu este livro? Qual sua opinião sobre ele?

Até semana que vem, com mais um livro!

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2 comentários em “Inabalável

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