E se você não morrer amanhã?

Saudações, carpe diems e carpe diams!!!

O livro de hoje é do colega Riko Assumpção, do blog HenriquecerE se voce nao morrer amanhã?

Neste livro, o autor fala sobre dinheiro e comportamento, não necessariamente nesta ordem. É um livro bem completo sobre o assunto, indo desde o básico, isto é, de onde vem o dinheiro, o que ele significa na realidade, indo até a explicação sobre investimentos e planejamento financeiro.

Inclusive, o que mais gostei foi dessa parte explicando o que é dinheiro, para o que ele serve, de onde vem o seu valor. É uma parte que nós, educadores financeiros, geralmente tomamos como dada, como uma coisa que todo mundo sabe, mas na prática não é bem assim. Precisamos tomar cuidado com o que falamos: nem todas as pessoas tem a mesma facilidade de entender todas as premissas. As vezes, é necessário explicar com mais detalhes.

O livro tem um bônus: uma planilha de finanças pessoais, para você começar a tomar conta do seu futuro.

Abaixo, alguns trechos que gostei:

O futurólogo australiano Peter Ellyard diz que “nós não podemos criar um futuro que inicialmente não imaginamos”.

Aliás, somos o povo que vai ao bar do amigo para dar uma força e que no final pede um desconto na conta. E ainda acha que tudo isso é normal. Ora, se ele é seu amigo, vá prestigiar o negócio dele e dê a recompensa necessária a seu trabalho e esforço.

Tudo mudou quando ele entendeu que vender nada mais é do que oferecer uma solução a alguém. Trata-se de encontrar pessoas que precisam daquilo que você tem a oferecer.

É preciso mudar a mentalidade (o mindset). O fato é que o dinheiro gosta de quem gosta dele e na cultura brasileira, ainda existe um tabu enorme contra a ideia de gostar de dinheiro.

Tom Jobim dizia que, no Brasil, o sucesso é uma ofensa pessoal. E a própria busca pelo sucesso também é.

É comum a visão de que se alguém não tem dinheiro, a culpa é do chefe que não deu aumento, dos pais que não deram a educação necessária, dos bancos que cobram juros exorbitantes, dos políticos corruptos, e por aí vai. A culpa nunca é nossa.

A gente quer sempre mais, mais e mais. E nem sempre se toca que antes disso, a gente precisa produzir mais. A produção é um desafio natural do ser humano.

O que a gente recebe está relacionado ao valor do que a gente produz. Se o que você faz é raro, desejável e de boa reputação, lá estará o valor. Por isso, quanto mais você investir em você mesmo, maiores serão suas chances de produzir algo mais valioso.

Mas de resto, nada nunca mudou. O valor deste papel moeda continua sendo a quantidade de produtos ou serviços que podem ser trocados por ele. Ele não tem nenhum valor por si só.

Rica não é a sociedade que possui muito dinheiro. Uma sociedade rica é aquela que produz muitos bens e muitos serviços. É isto que dará valor à sua moeda.

O primeiro passo para evoluir é assumir a responsabilidade. Reconhecer um erro seu, mesmo que seja o de omissão.

Vencer a si mesmo é a maior vitória que alguém pode conquistar.

Aliás, profissionalmente, na minha vida pessoal… em tudo, eu uso uma filosofia bem prática e simples de aplicar: foco na solução e não no problema.

A promoção de algo sendo vendido por R$ 500 quando o preço anterior era R$ 1.500 tem como função nos dar a sensação de que estamos economizando R$ 1.000 quando na verdade ainda estamos apenas gastando R$ 500.

E aumentar o patamar de vida é tão fácil quanto voltar a fumar. Reduzir o patamar é difícil como parar de fumar.

Um lapso de controle e você acaba escravo de seu padrão de vida.

O problema é que, além de tudo, as pessoas ainda costumam usar gastos ruins no passado para justificar gastos ainda piores no futuro.

Pense em “barato” em termos do custo total do que você quer comprar sobre o total que você tem.

Outra coisa importante é que antes de comprar qualquer coisa, a menos que tenha saído de casa apenas no intuito de comprar aquilo, nunca o faça por impulso. Espero sempre um dia para refletir melhor se realmente quero ou preciso daquilo ou se estou agindo pelo impulso.

Dinheiro geralmente traz felicidade. Isso é uma coisa. Outra completamente diferente é que, apesar de trazer felicidade, dinheiro não é sinônimo de felicidade.

Existe um tipo de pensamento perigoso que é “se eu trabalhar para receber isso, vou perder a ajuda que ganho”. É sempre melhor receber pelo seu esforço do que por uma caridade.

Esta justificativa de cara, já me surpreende porque se imaginarmos esta postura para outros assuntos que não o planejamento financeiro, acabamos não criando muita coisa durante a vida. Por que se empenhar durante quatro anos estudando numa Universidade sem a certeza de que estará vivo para usufruir deste investimento? Por que me engajar num financiamento imobiliário de longo prazo sem saber se o imóvel um dia será realmente meu? E ainda por cima, “amanhã” é tão perto que, dá para questionar até o porquê de as pessoas trabalharem o mês inteiro sem a certeza de que estarão vivos para receber seus salários no fim do mês.

O fato de não acompanhar suas finanças estranhamente acaba por dar uma sensação temporária de que tudo vai bem. Só que a verdade pode até tardar, mas falhar nunca.

Neste sentido, é preciso ter um diagnóstico o mais realista possível. O benefício entrará na conta como receita e despesa no mesmo valor, o que não mudará o seu resultado final total, mas te dará uma ideia melhor tanto do custo do seu padrão de vida quanto dos benefícios reais que vem do emprego em que você está.

Para criar um planejamento sustentável, o melhor é dividir o seu orçamento por recorrência.

A sustentabilidade nas finanças pessoais passa exatamente pelo equilíbrio temporal. É manter uma determinada qualidade de vida no presente sem que isso prejudique a sua qualidade de vida futura.

Eu costumo dizer que às vezes o barato sai caro mesmo, mas o caro sai caro sempre.

Este é o tipo de conta que os brasileiros pouco conhecem. Na verdade, as provisões nada mais são do que economias para gastos que ocorrerão no curto e médio prazos. No Brasil muitas pessoas são capazes de tratar os gastos com material escolar dos filhos ou o pagamento de IR ao Leão como “imprevistos” quando na verdade não deveriam ser.

A hora certa de consertar um telhado quebrado é quando o sol ainda está brilhando.

De qualquer maneira, a função do INSS nunca foi te proporcionar viagens de cruzeiros e voltas ao mundo na velhice. Trata-se somente de evitar um desastre e te garantir uma renda mínima capaz de te fazer sobreviver quando não puder mais produzir. O resto é, sempre foi, e passará a ser cada vez mais com você.

O livro está disponível na Amazon, no link abaixo:

E SE VOCÊ NÃO MORRER AMANHÃ? – RIKO ASSUMPÇÃO

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Conheça também os outros livros do Riko:

Aprenda a investir na bolsa de valores

Brainstorming Brasil: 108 ideias para mudar um país

Se você ainda não tem o Kindle, pode baixar os aplicativos para PC, tablet ou smartphone neste link!

Você já leu este livro? Qual sua opinião sobre ele?

Até semana que vem, com mais um livro!

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