Meditações

Saudações, meus caros leitores!

Estoicismo.

É sobre isso que trata este livro. Depois de ler vários blogs falando sobre estoicismo, sendo um deles o Pinguim Investidor, decidi correr atrás de entender melhor o que isso significa. Em todo lugar que procurei, uma das obras mais indicadas era Meditações, de Marco Aurélio. Sim, ele mesmo, o imperador de Roma.

Esta obra na verdade não é um livro propriamente dito, mas sim um diário, onde Marco Aurélio registrava seus pensamentos. Ele escreveu todos os textos para si mesmo, sem qualquer intenção de publicá-los, e isso torna o livro mais interessante. Acredito que ele jamais imaginou que as pessoas ainda estariam lendo o que ele escreveu quase dois mil anos depois da sua morte.

O livro traz ensinamentos valioso, atemporais, e ainda muito úteis nos dias de hoje. Acredito que a principal lição do estoicismo seja “preocupe-se mais com o que pode controlar, e não reaja mal aquilo que não pode controlar.” Se eu entendi errado, peço aos amigos que me corrijam.

Abaixo, alguns trechos do livro:

“As coisas se dividem em duas: as que dependem de nós e as que não dependem de nós. Dependem de nós o que se pensa de alguma coisa, a inclinação, o desejo, a aversão e, em uma palavra, tudo o que é obra nossa. Não dependem de nós o corpo, a posse, a opinião dos outros, as funções públicas, e, numa palavra, tudo o que não é obra nossa. O que depende de nós é, por natureza, livre, sem impedimento, sem contrariedade, enquanto o que não depende de nós é fraco, escravo, sujeito a impedimento, estranho.”

Assim, um estoico focava a sua atenção não propriamente nos eventos do mundo, mas na sua interpretação, na sua opinião acerca de tais eventos. Ou, como repetia Marco Aurélio, “tudo é opinião”.

Dele também aprendi a ler atentamente, e a não me satisfazer com a compreensão superficial de um livro; tampouco ser facilmente convencido por aqueles que falam aos brados.

De Alexandre, o platônico, [aprendi] a não responder frequentemente e sem necessidade que “não tenho tempo”, tampouco negligenciar os deveres para com as relações íntimas ou familiares, alegando ter ocupações mais urgentes.

De Catulo, [aprendi] a não ser indiferente às queixas de um amigo sobre mim, ainda que estas sejam infundadas, mas sempre procurar apaziguar a questão, retornando ao convívio habitual; e a estar sempre pronto para elogiar os mentores, como faziam Domício e Atenodoto; também, a amar verdadeiramente meus filhos.

De Máximo [9], [aprendi] a governar a mim mesmo, e não me distanciar de meu próprio pensamento, seja por qual motivo for; a ter bom ânimo em todas as circunstâncias, até mesmo na doença; a ter uma justa mistura, em meu caráter moral, de doçura e dignidade; a cumprir os deveres que me são colocados sem reclamar da vida.

Assim sendo o presente é a única coisa que pode ser privada de um homem, pois em realidade é a única coisa que lhe pertence, e um homem não pode ser privado daquilo que não tem.

Não desperdice o que lhe resta de vida pensando na vida alheia, a menos que em tais pensamentos exista algum objeto de interesse público comum. Pois quando se prende a preocupações do tipo – o que fulano faz, e porque o faz, e o que deve estar dizendo, no que deve estar pensando, maquinando, e coisas assim – se perde um tempo precioso, que deveria ser usado para cuidar do governo de nossa própria alma.

Seja também alegre e sereno, e não busque a tranquilidade nos outros. Um homem deve se manter ereto, apoiado em si mesmo, e não se valer dos demais como muleta.

Quanto transtorno e aborrecimento evita na vida aquele que não se preocupa com o que seu vizinho diz, ou faz, ou pensa, mas tão somente com o que ele mesmo faz, para que seus atos sejam justos e puros. Ou, conforme dizia Agatão, não desvie seu olhar para as depravações morais daqueles que o cercam, mas foca todo o seu ser em seguir adiante, pela via reta.

Pela manhã, quando lhe for penoso acordar, deixe que esta reflexão se faça presente: “Eu desperto para realizar a tarefa de um ser humano”. Por que então me aborreço se eu irei realizar as coisas que me cumprem realizar, e para as quais eu fui trazido ao mundo? Ou por acaso eu fui feito para isto: permanecer agasalhado sob as cobertas de minha cama?

Assim, quando um homem realiza uma boa ação, ele não faz estardalhaço, nem chama os outros para verem o que fez, mas antes se preocupa com a sua próxima ação, assim como a videira já se preocupa com as uvas da próxima estação. “Bem, então um homem deve agir de tal forma despretensiosa que, de certa forma, não tome pleno conhecimento do resultado dos seus próprios atos?” “Sim.”

A melhor forma de se vingar de quem lhe causou mal é não se assemelhar a ele.

Encontre o que lhe trás satisfação e faça com que seja útil à sociedade, tendo a divindade sempre presente na memória.

Habitue-se a dar plena atenção ao que o outro diz e, tanto quanto for possível, penetrar na alma de quem fala.

Ganhar [riquezas] sem se afetar pelo orgulho, e perder sem se afetar pelo apego.

O livro está disponível na Amazon, no link abaixo:

MEDITAÇÕES – MARCO AURÉLIO

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Se você ainda não tem o Kindle, pode baixar os aplicativos para PC, tablet ou smartphone neste link!

Você já leu este livro? Qual sua opinião sobre ele?

Até semana que vem, com mais um livro!

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3 comentários em “Meditações

  1. Fala Marcelo!

    Legal ver você também se interessando no Estoicismo! Ironicamente, eu nunca li as Meditações diretamente, mas peguei o “mastigado” de outros livros introdutórios do tema. Oops…

    Gosto de como Marco era um estóico prático – acredito que muitos filósofos tendem a entrar na dissertação sem mostrar como isso se aplica, mas estas meditações são bem aplicáveis na minha opinião. E para um imperador do maior “país” da época, é realmente comendável que ele conseguiu administrar o tempo pra conciliar filosofia assim.

    Valeu pelo shout out, quem sabe na próxima eu posto algo estóico também?

    Abraços e seguimos em frente!

    Pinguim Investidor
    https://pinguiminvestidor.com

    Curtido por 1 pessoa

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