O mercado (des)mascarado

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Foto por cottonbro em Pexels.com

Saudações, covidianos e covidianas!

Devido a pandemia da peste chinesa, as pessoas começaram a demandar máscaras como nunca antes na história deste país. Com isso, em um primeiro momento, o preço das máscaras subiu muito, já que o estoque e produção eram poucos para atender a tanta gente.

Com esse aumento de demanda, e consequentemente aumento de preço, muita gente foi atraída para esse mercado, e hoje se encontra máscaras de todo tipo e preço.

Mas uma coisa que me chamou atenção foi um cartaz, um bendito cartaz.

Em um caminho que faço frequentemente, uma costureira começou a vender as máscaras de tecido, e anunciou isso colocando um cartaz na sua porta.

Lá no começo da pandemia, quando a demanda por máscaras era muito alta, e elas ainda eram dificilmente encontradas no comércio em geral, ela vendia cada peça por 15 reais.

Com o passar do tempo, a demanda caiu, já que boa parte das pessoas já tinha as máscaras, e agora estava comprando apenas para repor aquelas que já não podiam mais ser usadas pelo desgaste. Com isso, a costureira em questão baixou o preço para 12 reais.

Foi então que nesta semana, passando novamente em frente ao cartaz, vi que ela baixou o preço novamente. Agora cada peça custa apenas 7,50. Em pouco tempo, o preço caiu 50%.

A explicação é simples: é a lei da oferta e demanda em ação.

No começo da crise, quando não existia máscaras suficientes para todos, os preços subiram, foram para a estratosfera. Isso atrai mais produtores interessados em abocanhar parte desse mercado e conseguir o lucro. Logo, a oferta aumenta. Com o aumento da oferta, os preços são pressionados para baixo, já que agora existem muito mais vendedores no mercado.

Com o passar do tempo, os preços tendem a normalizar em determinada faixa, onde os lucros deixam de ser enormes e não atraem mais o interesse de novos produtores para este mercado.

Essa é a tal lei da oferta e demanda, e confesso que foi uma satisfação poder assistir o processo acontecendo, e melhor, entendendo como estava acontecendo.

Essa lei impera em todos os mercados livres, como no caso da máscara. Como basicamente qualquer pessoa podia produzir, a oferta alcançou a demanda rapidamente. As máscaras baratearam, e hoje podem ser encontradas por preços bem atrativos em basicamente qualquer lugar. Como disse, lá no começo da pandemia, as máscaras de tecido eram vendidas por 15 reais. Hoje, é possível encontrar máscaras similares por menos de 5 reais cada unidade.

Essa é a maravilha do livre mercado em ação.

Até semana que vem!

Sugestão de leitura

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3 comentários em “O mercado (des)mascarado

  1. Fala Marcelo!

    Supply and demand completamente né meu amigo? E é ridículo ver gente até fazendo promoção de máscaras e álcool-gel aqui, pedindo pra comprar, depois de ter estocado tanto e chegado a cobrar preços altíssimos por eles.

    Essa trajetória me lembra a crise das Tulipas na Holanda, a primeira bolha financeira da história, que foi quase exatamente assim que aconteceu. É uma leitura facscinante que recomendo a todo mundo que está investindo. E sabe a pior parte? Algum dia, mais cedo ou mais tarde, pode acontecer conosco também. Tomemos cuidado!

    Abraços e seguimos em frente!

    Pinguim Investidor
    https://pinguiminvestidor.com

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  2. Oi Marcelo, a alternativa para ela continuar mantendo o preço alto, era criar um diferencial no produto. Ainda não vi ninguém vendendo máscaras caseiras com 97% de eficiência (de acordo com um artigo escrito por pesquisadores da Universidade de Chicago), que basicamente teria que ser composta por tecido de algodão 600 fios e tecido chiffon. Eu mesma já recebi propostas de amigos para confeccionar estas máscaras para eles, por um preço bem alto, mas como não tenho tanto tempo disponível, disse que não, mas para quem trabalha com isso, seria uma grande oportunidade. Beijos.

    Curtido por 1 pessoa

    1. Obrigado pelo comentário, Yuka!
      Vc falou uma coisa importante: para manter as margens de lucro, os empreendedores correm atrás de inovar, oferecer novidades, para se diferenciar de seus concorrentes. É isso que leva a evolução, ao desenvolvimento dos novos produtos.

      Curtir

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