Arábia

Salamaleico!

O livro desta semana é Arábia, de Rafael Coelho. Esta obra narra a história do autor durante os dois anos que ele passou em Jeddah, na Arábia Saudita, cursando o mestrado na KAUST (King Abdullah University of Science and Technology).

A história é bem divertida, com o Rafael narrando todo essa etapa da sua vida, desde o processo de seleção para o mestrado, passando pela vida dentro e fora do campus, e termina com ele comentando sobre sua vida pós-mestrado. Aliás, as dicas dele no epílogo do livro são bem úteis, independente de qual fase da sua vida você se encontra.

Gosto deste tipo de livro porque permite conhecer um pouco de outras culturas, de outros países, principalmente de um país tão fechado quanto a Arábia Saudita. Provavelmente não terei a chance de visitar todos esses lugares do mundo, então ler é uma ótima maneira de viajar pagando pouco.

Abaixo, alguns trechos interessantes do livro:

Ao longo de sua história, Jeddah sempre foi uma importante rota de negócios. Então, a constante presença de expatriados acabou atribuindo um ar um pouco mais cosmopolita à cidade! Um fato que a torna mais liberal é que quase não se vê (eu nunca vi) os Mutawa, plural de Mutaween. Mutaween é nada menos que a polícia religiosa da Arábia Saudita. Mutawa??? Polícia religiosa??? Que porra é essa? É uma polícia para fazer valer as leis islâmicas e zelar pela moral e os bons costumes.

Como já foi dito no capítulo do México, na faculdade as roupas seriam livres. Se quisessem sair dos limites da KAUST e explorar a cidade, as mulheres estrangeiras precisavam vestir a abaya. Abaya é aquele vestido preto e largo que cobre o corpo todo. No caso das estrangeiras, o rosto e o cabelo poderiam ficar totalmente descobertos.

Decisão tomada! Essa experiência de morar num lugar tão maluco daria muita história para contar aos meus filhos e netos.

No México, participaríamos do Pre-Departure Event, cujo único objetivo era acertar os últimos detalhes antes da ida para a Arábia. Diferente do evento anterior, desta vez eu não estava tão animado para ir. Para quem não lembra, julho de 2009 foi o auge da gripe suína, e a Cidade do México era o principal foco da doença. Como não tinha tanto maluco querendo viajar para o México naquele momento tão crítico, peguei o voo internacional mais vazio da minha vida. Consegui quatro cadeiras vazias e dormi como se estivesse numa cama. O clima na chegada foi bem tenso. Todo mundo de máscara e passando álcool gel a cada cinco segundos. (foi muito bizarro ler isso em plena época de pandemia de Covid-19)

No geral, a vida dentro da KAUST era bem calma. Era como viver num resort, cheio de mordomias. Não dava para sentir tanto a diferença cultural. Já ouvi até que eu não sei o que é morar na Arábia Saudita, justamente por causa disso.

Para você ter uma ideia, no mapa-múndi da biblioteca da KAUST, o espaço de Israel está em branco. Não aparece nem o nome do país no mapa. E o pior, se eu tiver o carimbo de Israel no meu passaporte, não posso nem entrar na Arábia Saudita.

O Hezbollah é uma organização fundamentalista islâmica xiita. Para muitos países ocidentais, como Estados Unidos e Inglaterra, o Hezbollah tem a etiqueta de organização terrorista. No entanto, trata-se de um partido político no Líbano, com presença no congresso e tudo. O que causa confusão mesmo é que ele também é um grupo paramilitar.

A vida de um expatriado na Arábia é parecida a dos alunos da KAUST. Mas só que eles vivem numa bolha bem menor que a nossa. Os estrangeiros moram em compounds. Os compounds são condomínios só para ocidentais, cercados por muros altíssimos e forte segurança.

A Taqiyya é um conceito que permite o muçulmano mentir se a mentira for ajudar a propagação do islamismo e da lei islâmica!

O mestrado da KAUST realmente me proporcionou essa oportunidade de conhecer países, histórias e culturas incríveis e, o mais importante de tudo, abriu muito minha cabeça sobre como é bom viajar e explorar destinos fora da caixa! Antes de dizer sim para o Rei Abdullah, só havia visitado os Estados Unidos e os países tradicionais da Europa.

Tive a oportunidade de ser da primeira turma e ajudar a construir um projeto de uma universidade de 20 bilhões de dólares. Deve ser incrível estudar numa Harvard da vida. Mas você só será mais um no meio dos milhares que já passaram por lá ao longo dos últimos 400 anos. Hoje, posso bater no peito e dizer que fiz parte da founding class da King Abdullah University of Science and Technology.

Arriscar não é garantia de sucesso. Mas as chances são menores ficando na nossa zona de conforto.

Quando você toma uma decisão, não pode ficar pensando no que teria acontecido se tivesse seguido o caminho A ou B. Tem que fazer o caminho que você escolheu ser o certo.

O livro está disponível na Amazon, no link abaixo:

ARÁBIA – RAFAEL COELHO

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Se você ainda não tem o Kindle, pode baixar os aplicativos para PC, tablet ou smartphone neste link!

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