Imóvel de temporada: tê-lo ou não tê-lo?

Foto por Designecologist em Pexels.com

Temporadas e temporados, saudações!

Existe uma brincadeira popular que diz assim: “imóvel de temporada nos dá duas alegrias: a primeira quando a gente compra, a segunda quando a gente vende.” É um sonho relativamente comum do brasileiro ter um segundo imóvel para passar os finais de semana, os feriadões e as férias com a família. Pode ser um imóvel na praia, no campo, uma chácara ou um sítio.

Além da opção de lazer, o imóvel de veraneio também pode ser uma alternativa de renda extra. E se você tem um imóvel com esse objetivo, aqui o assunto começa a ficar mais interessante.

Quem adquire um apartamento na praia, uma casa em algum destino turístico, seja ele qual for, e o trata como investimento, precisa fazer as contas para verificar se este imóvel está realmente colocando dinheiro no seu bolso, ou se está sendo apenas uma fonte de prejuízo.

A conta é bem simples de ser feita, mesmo que você não seja uma pessoa extremamente organizada. Pegue uma folha de papel, ou uma planilha eletrônica, e faça duas colunas. De um lado, relacione toda a receita que teve com o imóvel nos últimos 12 meses. Feito isso, agora liste na outra coluna todas as despesas que teve com ele no mesmo período: manutenção, reparos, condomínio, luz, água, internet, limpeza, mobília, taxas de administração (se você aluga o imóvel através de imobiliária ou AirBNB), financiamento e, se quiser ser ainda mais assertivo, pode incluir a depreciação.

Aí vem a parte mais fácil: é só subtrair o total de despesas do total de receitas e descobrir o resultado:

RESULTADO = RECEITAS – DESPESAS

Se o resultado é positivo, ótimo! Talvez haja alguma despesa que ainda possa ser melhorada, ou mesmo eliminada, mas o imóvel está lhe dando lucro, e colocando dinheiro no seu bolso. Agra, se o resultado for negativo, é necessário analisar com profundidade ambas as colunas para tentar encontrar o problema e melhorar a situação:

  • O imóvel está sendo locado com regularidade?
  • O valor da locação está compatível com o mercado?
  • Tem como reduzir alguma das despesas?
  • Cabe fazer uma promoção nos períodos de menor procura?

Eu considerei o prazo de 12 meses de receitas e despesas para levar em conta o efeito da sazonalidade. É natural que uma casa na praia, por exemplo, tenha maior ocupação nos meses quentes do ano.

Caso, após a análise e mudanças feitas por você, o imóvel continua dando prejuízo, aí vale a pena se questionar se ainda é viável permanecer com ele, ou se a venda faz mais sentido. Também pode ser interessante alterar o tipo de locação: ao invés de alugar para turistas, locar o imóvel para pessoas que moram na cidade, o aluguel de longo prazo.

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