Invertendo prioridades

Foto por Andrea Piacquadio em Pexels.com

Previdentes e previdentas, saudações!

Em geral, costumamos chamar os investimentos que fazemos como previdência complementar. Nesse entendimento, fica implícito que a previdência do INSS é a nossa principal reserva de recursos para a aposentadoria.

Eu sugiro que seja feita uma inversão nesse conceito, uma mudança de mentalidade, um turnaround de mindset. É uma mudança que considero importante, e que vai impactar diretamente sua velhice.
Passe a tratar a sua previdência complementar como a sua previdência principal, a mais importante delas.

Trate os seus investimentos com o maior carinho e dedicação possível, porque são eles que garantirão uma velhice menos dura e mais confortável para você e sua família. Seus investimentos devem ser tratados assim porque são a única previdência que está totalmente sob seu controle, onde você pode decidir quanto, onde, como e por quanto tempo investir.

O sistema previdenciário gerido pelo INSS é excelente na teoria. Mas só na teoria. Como toda empreitada movida pelo estado, ele está sujeito a fraudes, desmandos e falcatruas. Ainda existe o problema demográfico da população brasileira, fato que nenhuma ideologia ou corrente política pode alterar. Nossos habitantes estão vivendo cada vez mais e tendo menos filhos. Logo, temos um número crescente de aposentados e um número decrescente de pessoas em idade ativa, trabalhando e contribuindo financeiramente para o sistema.

A conclusão é inevitável: por mais que façam reformas, a conta simplesmente não vai fechar. Esse processo de declínio pode demorar anos, décadas, não sei. Mas está acontecendo, e você pode ser atingido em cheio por ele. Então passe a tratar a sua aposentadoria pelo INSS como um bônus: pague o precisa pagar, e o que vier a receber no futuro é lucro. Não conte com ela em seus planos futuros. Não conte apenas com ela para a sua velhice. É uma ilusão. Uma ilusão que pode custar caro.

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10 comentários em “Invertendo prioridades

  1. Oi Marcelo, bom dia

    Muito bom o artigo. Já trato há alguns anos, meu portfólio como principal e previdência oficial como um adicional (praticamente um plus).

    Esse ano fiz mais algumas simulações da minha aposentadoria e entre uma das considerações foi de receber o valor, bem conservador, de dois salários mínimos. Trouxe para valores presentes o valor dessa aposentadoria “oficial” (VPL) e o valor obtido representava ~11% do meu patrimônio atual. Trata-se de um exercício de futurologia, mas que ajuda a se preparar para adversidades.

    Além do mais, uma coisa que percebi é que muitos não consideram esses valores no futuro (previdência oficial, FGTS, etc.) que apesar de baixos (comparados com nosso portfólio) tem o potencial de proporcionar uma gordura adicional no nosso plano FIRE.

    Abraços,

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  2. FGTS, INSS, RPPS entram no mesmo balão de Herança. Não parece sensato contar e/ou haver planejamento com base neles. Pra quem quer ser FIRE, nem se fala.

    Já a previdência complementar poderia até ser encaixada em algumas estratégias, mas também não me agrada. Mesmo com vantagens como paridade e isenções fiscais. Muito gente se confia no direito adquirido, mas vale lembrar que não serve para expectativa de direito e há outras formas de dirimir tais garantias.

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  3. Vida Rica,

    Sou servidor público federal e contribuo com o RPPS (é como se fosse o INSS) e o FUNPRESP, que é um fundo previdenciário.

    Eu não tenho a mínima ideia de uma estimativa da minha aposentadoria nem da minha pensão por invalidez ou morte. As regras são confusas e complexas. Ninguém sabe explicar. Como trabalhei na iniciativa privada, aí é que é difícil compreender como o negócio funciona.

    Um dos grandes problemas da previdência brasileira é que não temos a mínima noção do quanto ganharemos. É uma caixa preta.

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