Tenha cachorros

Foto por Karolina Grabowska em Pexels.com

Sabe, filho, eu não gostava muito de pets.

Quando garoto, até tive alguns, mas não era muito apegado com eles.

O primeiro cachorro que me lembro foi o Kiko. Ele era um Fila Brasileiro, enorme, preto, lindo. Mas também era bagunceiro. Um belo dia, quando eu era bem pequeno ainda, ele roubou as roupas do varal. Sua avó não gostou muito e deu umas vassouradas nele. Desde então, o Kiko sempre ficava bravo quando via ela. Com isso, seu avô acabou dando ele para adoção, e ele foi morar em uma chácara.

A segunda cachorrinha que tivemos, se minha memória não falha, era a Buba. Era uma vira-lata malhada, e é só o que lembro dela. Acho que não ficamos muito tempo com a bichinha. Quando saímos de Mogi-Mirim e nos mudamos para Araras, um amigo do seu avô ficou com ela. Nunca mais a vi.

Aí se passou um longo, longo tempo onde ficamos sem ter qualquer pet, com exceção de um gatinho siamês, mas que não durou muito.

Eu não estava muito acostumado com pets, e ainda tinha a desculpa de ter uma forte rinite alérgica para não tê-los.

Aí entra a sua mãe na história, novamente. Sempre ela sendo decisiva.

Quando conheci a Camila e comecei a namorar com ela, o seu avô Irineu tinha um verdadeiro zoológico em casa. Papagaio, passarinhos de várias espécies, e três cachorros: a Lilica, a Duquesa e a Bredinha. E ela sempre teve cachorros e outros pets a vida toda. Resultado: quando a gente se casou, a Bredinha e a Duquesa foram morar com a gente. Um mês depois do casamento, a gente adotou a Dora, um lindo filhotinho vira-lata que virou uma grande cachorra, que vive para proteger nossa casa.

Entretanto, a Dora nunca se deu bem com a Duquesa e a Bredinha, então ambas voltaram para a casa do seu avô Irineu. Pouco mais de um ano depois, perto do Natal de 2017, adotamos o Ralph, o meio Lhasa-Apso, meio Shitzu que mora com a gente.

E porque eu contei tudo isso? Porque quero te convencer a ter cachorros. Eles são ótimos amigos, parceiros mesmo. sempre vão ficar felizes quando você chegar em casa, por pior que tenha sido seu dia, ou por maior que tenha sido o tempo da sua ausência. 

Como eles precisam se exercitar, também te tornarão uma pessoa menos sedentária, afinal você vai precisar sair para passear e brincar com eles, o que faz bem para a sua saúde.

Enquanto você não tiver filhos, eles também servem como um test-drive para a paternidade e a maternidade. É necessário sempre se preocupar com eles. Dar comida, água, banho, vacinas, brincar, levar para passear, e principalmente, ficar esperto e não bobear, senão eles realmente vão fazer alguma bagunça, coisas como devorar e destruir seus chinelos, espalhar o lixo, fazer buracos no jardim, esconder coisas pela casa, roubar a comida que está em cima da mesa, e por aí vai. Igual aos seus filhos farão. Igual você fez quando era bebê. São excelentes ferramentas de treino para que você se torne um bom pai no futuro. Claro, eles são muito mais independentes do que uma criança, mas ainda assim precisam do seu amor, do seu cuidado e da sua atenção.

Processando…
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