Jurassic Park

Saudações, jurássicos e jurássicas!

Hoje vou comentar sobre minha leitura de Jurassic Park, de Michael Crichton. Esse livro é o fator gerador de toda a trilogia de Jurassic Park e Jurassic World nos cinemas.

Inclusive, o primeiro filme de Jurassic Park me traz lembranças boas da infância. Foi o primeiro filme que consegui assistir inteiro na Tela Quente, onde então passavam os lançamentos alguns anos depois de terem saído do cinema. Era uma época bem diferente, onde pouquíssimas pessoas possuíam TV a cabo e streaming ainda nem existia. Acho quem nem a Netflix que emprestava filmes físicos existia ainda.

Voltando ao livro, ele é realmente muito bom! Tem muita coisa do filme nele, mas não é exatamente um spoiler. Mesmo que já tenha assistido toda a trilogia de Jurassic Park, vale a pena dar uma chance para o livro. Como ele não precisa ser lido em duas horas, o autor pode se aprofundar bem mais na história, com mais detalhes, mais cenas. É uma obra mais completa, e tão divertida quanto.

E eu gosto do estilo do autor, de tentar trazer “verdades” para os livros de ficção, tal como ele fez em O enigma de Andrômeda. Abaixo, alguns trechos que destaquei no livro:

– Mas você não acha chato usar só duas cores? – De maneira alguma. Acho libertador. Acredito que a minha vida tenha valor, e não quero desperdiçar tempo pensando em roupas – disse Malcolm. – Não quero pensar sobre o que eu vou vestir de manhã. De verdade, consegue imaginar algo mais tedioso que a moda? Esportes profissionais, talvez. Homens crescidos golpeando bolinhas, enquanto o resto do mundo paga para aplaudir. Mas, no geral, acho moda ainda mais tediosa que esportes.

Na sociedade da informação, ninguém pensa. Nós esperávamos banir o papel, mas na verdade acabamos banindo o pensamento.

Existe um problema com aquela ilha. Ela é um acidente esperando para acontecer.

A história da nossa espécie – disse Malcolm, rindo. – Todo mundo sabe que está vindo, mas não tão rápido.

As pessoas eram tão ingênuas a respeito disso, pensou Ellie. Elas escolhiam as plantas apenas pela aparência, como escolheriam um quadro para a parede. Nunca lhes ocorria que elas fossem, de fato, seres vivos, executando todas as funções vitais como respiração, ingestão, excreção, reprodução – e defesa.

– Você mesmo disse, John, que este parque é entretenimento – continuou Wu. – E entretenimento não tem nada a ver com a realidade. Entretenimento é a antítese da realidade.

Porque, vamos encarar os fatos – respondeu Hammond –, universidades já não são mais os centros intelectuais do país. A própria ideia é um absurdo. Universidades são o fim do mundo. Não me olhe com tanto espanto. Não estou dizendo nada que você não saiba. Desde a Segunda Guerra Mundial, todas as descobertas importantes têm saído de laboratórios particulares. O laser, o transístor, a vacina para a pólio, o microchip, o holograma, o computador pessoal, as imagens de ressonância magnética, a tomografia computadorizada, a lista é interminável. Universidades simplesmente não são mais o lugar onde as coisas acontecem. E não têm sido já há quarenta anos. Se você quer fazer algo importante em computação ou genética, você não vai a uma universidade. Poxa vida, não mesmo.

Porque a história da evolução é de que a vida escapa a todas as barreiras. A vida se liberta. A vida se expande para novos territórios. Dolorosamente, talvez até perigosamente. Mas a vida dá um jeito.

Um dia é como uma vida toda. Você começa fazendo uma coisa, mas termina fazendo outra, planeja cumprir uma tarefa, mas nunca chega lá… E no final da vida, toda a sua existência também tem essa mesma característica desordenada. Toda a sua vida tem o mesmo formato de um único dia.

E a teoria do caos nos ensina – explicou Malcolm – que a linearidade reta, a qual nós tomamos como algo indubitável em todos os lugares, desde a física até a ficção, simplesmente não existe. A linearidade é uma maneira artificial de ver o mundo. A vida real não é uma série de eventos interconectados ocorrendo um após o outro como contas presas em uma gargantilha. A vida é, na verdade, uma série de encontros na qual um evento pode mudar aqueles que o seguem de uma forma totalmente imprevisível, até mesmo devastadora.

A maioria dos tipos de poder requer um sacrifício substancial por seja lá quem os deseje. Há um aprendizado, uma disciplina que se estende por vários anos. Qualquer tipo de poder que se deseje. Presidente da companhia. Faixa preta em caratê. Guru espiritual. Seja lá o que você estiver buscando, precisa dedicar tempo, praticar e se esforçar. Precisa abrir mão de muita coisa para consegui-lo. Ele tem que ser muito importante para você. E uma vez que você o obtenha, ele é o seu poder. Não pode ser dado: ele reside em você. Ele é, literalmente, o resultado da sua disciplina. Agora, o interessante desse processo é que, na época em que alguém adquire a habilidade de matar com as próprias mãos, também amadurece ao ponto em que não vai usar essa habilidade de modo insensato. Assim, esse tipo de poder tem um controle embutido. A disciplina de conseguir o poder te transforma para que você não abuse dele. O poder científico, porém, é como a riqueza herdada: obtido sem disciplina. Você lê o que outros já fizeram e dá o passo seguinte. Você pode fazer tudo muito jovem. Pode fazer progresso bastante rápido. Não há uma disciplina que dure muitas décadas. Não há maestria: os velhos cientistas são ignorados. Não há humildade diante da natureza. Há apenas uma filosofia de “ficar rico rápido”, de “fazer um nome rápido”. Trapaceie, minta, falsifique… Não importa. Nem para você, nem para seus colegas. Ninguém vai criticar você. Ninguém tem padrões. Todos estão tentando fazer o mesmo: fazer algo grande, e rápido. E porque você pode aproveitar do trabalho de outros que vieram antes, consegue realizar algo com rapidez. Você sequer sabe exatamente o que descobriu, mas já fez o relatório, patenteou e vendeu. E quem comprar vai ter ainda menos disciplina do que você. O comprador simplesmente compra o poder, como qualquer produto. Ele sequer concebe que alguma disciplina possa ser necessária.

Todas as grandes mudanças são como a morte – respondeu ele. – Você não consegue enxergar o outro lado até estar lá.

Vamos ser claros. O planeta não está em risco. Nós estamos em risco. Não temos o poder para destruir o planeta, nem para salvá-lo. Mas talvez tenhamos o poder para salvar a nós mesmos.

O livro pode ser encontrado na Amazon, no link abaixo:

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Sucesso! Você está na lista.

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