A Selic mudou, e agora?

desespero

Teve reunião do COPOM hoje, logo, faz-se necessário repostar esse texto.

Como sempre, a internet bombou, os arautos do apocalipse proclamaram o fim da renda fixa, outros sites, blogues e canais do YouTube disseram que é a hora de arriscar, entrar na bolsa de valores, investir em criptomoedas. Enfim, aconteceu o que sempre acontece quando a Selic cai: todo mundo fica doidinho pra girar patrimônio e encontrar aquele 1% do CDI a mais de rendimento.

Mas, calma, respira.

A Selic menor realmente te afeta?

Não, não afeta.

No longo prazo, você vai acabar sempre pegando uma taxa boa, afinal estamos no Brasil, um dos países com a maior taxa de juros do mundo (releia esse trecho com a voz do comercial da Hyundai).

Além disso, o que importa mesmo são os juros reais (a taxa de juros – a taxa de inflação). E como você pode ver no link anterior, os juros reais no Brasil ainda são altos pra caramba.

A parte menos importante do “cálculo” do investimento é a taxa:

Patrimônio = Aporte x taxa^tempo

O que realmente vai te fazer acumular patrimônio são aportes e tempo! Quanto mais você investir, e quanto maior o tempo do investimento, maior o seu patrimônio.

Duvida? Use os simuladores que disponibilizei e veja por si mesmo. O valor dos aportes e o tempo influencia muito mais no acúmulo de patrimônio do que a taxa de juros.

E essas são as duas coisas que você pode controlar: aportes e tempo. Você não tem condições de controlar as taxas, então pra que se preocupar com isso? Preocupe-se com aquilo que você pode controlar, com aquilo que você tem poder para modificar e melhorar.

Para concluir: renda fixa é feita para proteger uma parte do seu capital, permitir que você tenha recursos em momentos de crise, emergência (lembra da RE?), aproveitar oportunidades para comprar algo que você realmente necessite. Renda fixa não é pra te deixar milionário. Se você está ficando rico com a renda fixa, isso significa que a economia vai muito mal e está na hora de mudar de país.

Agora vai lá e compartilha com seus amigos!

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Lar, Doce Lar – Tirando seu sonho do papel

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A casa própria é o sonho, o projeto de vida de 9 entre 10 brasileiros. Em geral, é o bem de maior valor adquirido por uma pessoa ao longo de sua vida. Justamente por isso é um projeto que merece todo o carinho, dedicação e atenção em cada detalhe. Um descuido pode se transformar em uma dívida milhares de reais maior ou em uma queda bruta na qualidade de vida da família.

Nesta série de artigos vou escrever detalhadamente todos os pontos que merecem sua atenção na busca do seu sonho.

Construir ou comprar pronto?

Essa pergunta depende basicamente de uma coisa: tempo.

Tudo vai depender de quanto tempo você pode esperar para se mudar para o novo imóvel. Se você precisar se mudar imediatamente ou em poucos meses, terá que comprar o imóvel já pronto, fazendo no máximo uma pequena reforma e conserto das avarias que existirem.

Agora se você puder esperar alguns anos para se mudar, já pode incluir entre as possibilidades a construção de um imóvel.

Outra coisa que também tem influência nessa questão é a situação da região onde você pretende morar. Se é um bairro mais antigo, onde a urbanização já está consolidada, então fica difícil construir algo do zero, já que não haverão terrenos disponíveis. Nesse exemplo, restará a opção de comprar um imóvel pronto, reformando-o se for necessário. Agora se você quer morar num loteamento recém-lançado, num condomínio fechado, as chances de você encontrar um terreno legal são bem maiores. Aqui já fica viável construir a casa do jeito que voce imagina.

Entre construir e comprar pronto, existe um híbrido: a compra na planta.

Digo que é um híbrido porque ao mesmo tempo que você vai comprar um imóvel pronto, sem precisar ficar cuidando da obra passo-a-passo, será necessário aguardar o prazo de construção do edifício, que costuma ser de três a quatro anos.

Uma vez que você já tiver definido isso, vamos ao próximo passo.

Qual imóvel eu devo comprar/construir?

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Aqui vale a máxima “cada caso é um caso”. Essa avaliação depende do tamanho da sua família, das suas necessidades de espaço, se você tem ou não tem animais de estimação, se é importante ou não ter um quintal, um jardim, uma piscina, uma churrasqueira, área de lazer, a quantidade de vagas de garagem que sua família precisa.

Se a opção for pela construção, sempre contrate todos os projetos: arquitetura, estrutura, instalações elétricas e hidráulicas, e o que mais for necessário para a sua obra. Isso custa um pouco mais na época da construção, mas te livra de vários problemas futuros, principalmente relacionados a manutenção. Não é incomum ver casos de demolição desnecessária pra consertar um vazamento, apenas porque o dono não tem o projeto hidráulico da casa, e o encanador precisa ficar “procurando” a tubulação. Além disso, com um projeto bem feito e detalhado, o orçamento da obra é muito mais preciso, facilitando seu planejamento de gastos durante a obra.

Por último, mas não menos importante: o preço do imóvel precisa ser condizente com sua capacidade de pagá-lo.

Comprar na planta é bom negócio?

Eu, particularmente, penso que a compra de um imóvel na planta é muito arriscada. Do meu ponto de vista, as desvantagens da compra na planta são muito maiores do que as vantagens.

A principal desvantagem é que você compra algo que ainda não existe. Quando você assina o contrato de um imóvel na planta, voce está comprando uma promessa. Sempre existe a chance de a construtora não entregar o imóvel, por maior que ela seja. Buscando rapidamente na internet, encontrei quatro casos de construtoras que faliram e deixaram os proprietários a ver navios. Em alguns casos, como no da Encol, os próprios compradores tiveram que concluir a obra. Os outros três casos que encontrei aconteceram em Santa Catarina, Santos/SP e no Espírito Santo.

Além da chance de não receber o imóvel, também existem problemas com prazo de entrega. Raramente as construtoras cumprem o prazo, o que acaba afetando seu planejamento financeiro, já que você precisa continuar morando em outro lugar, geralmente de aluguel, por mais tempo. As vezes afeta até mesmo o planejamento pessoal, já que muitas pessoas condicionam a entrega do imóvel com a realização do seu casamento, ou com o nascimento de um filho, por exemplo.

Outra desvantagem da compra na planta é que os vícios e defeitos de construção começam a aparecer somente depois que a obra já está pronta. Problemas com encanamento, energia elétrica, defeitos no revestimento, e até problemas com elevadores tortos. Como o empreendimento é novo, é impossível saber de qualquer problema do prédio ou da vizinhança antes de se mudar pra lá.

Comprar na planta, no momento atual, também pode ser financeiramente desvantajoso. Muitas construtoras estão vendendo os imóveis prontos por um valor menor do que foram negociados na época da construção. Aqui tem só um exemplo dos vários que se pode encontrar no Reclame Aqui.

Usando as desvantagens do imóvel na planta a seu favor

É possível tirar proveito de todas essas desvantagens que existem na compra de um imóvel na planta.

Depois que souber o valor do imóvel, simule um financiamento. Pegue o valor das parcelas e invista mensalmente enquanto o imóvel está sendo construindo. Fazendo isso, você já resolverá dois problemas: vai verificar se tem capacidade financeira de pagar o financiamento, e vai acumular um bom valor pra dar de entrada e reduzir o valor do empréstimo.

Quando o imóvel ficar pronto, ainda não compre. Procure uma unidade disponível e more de aluguel por pelo menos 1 ano. Esse prazo será suficiente para verificar se o imóvel atende a todas as suas necessidades, descobrir como é a vizinhança em questão de barulho, transito, facilidades do cotidiano, e também saber se o imóvel está apresentando algum problema sério de construção, como vazamentos, infiltrações, problemas elétricos, rachaduras, entre outros.

Depois desse período, se você gostou mesmo do imóvel, do bairro, ele não apresenta problemas construtivos e atende todas as suas necessidades, parta para a compra.

Entre em contato com a construtora para comprar uma das últimas unidades, se aproveitando dos descontos que elas oferecem para se livrar logo desses imóveis, ou mesmo adquira o imóvel de outro morador. Muitas pessoas fazem o financiamento sem planejamento, e não suportam por muito tempo o pagamento das parcelas. É comum aparecerem várias unidades a venda depois da entrega das chaves.

Usando números para ilustrar o exemplo:

  • valor do imóvel: R$ 200.000,00
  • valor da entrada: R$ 40.000,00 (se não tem o valor da entrada, não financie!)
  • valor da parcela, segundo alguns simuladores, com CET (custo efetivo total) de 10%: cerca de R$ 1.200,00
  • aplicação na poupança, do valor da entrada + parcelas durante a construção: R$ 93.000,00

Veja que foi possível acumular quase metade do valor do imóvel durante a construção. Se financiar agora, usando os R$ 93.000,00 de entrada, a parcela cai pra R$ 930,00. Bem mais barato, não?

Claro, as taxas de juros e valores de parcela podem variar com o tempo, mas este exercício serve pra visualizar um caso bem trivial.

Usei o simulador de financiamento imobiliário do Banco do Brasil e o simulador de poupança do Carteira Rica.

Seguindo essas orientações, você economiza dinheiro e agora pode comprar um imóvel com muito mais paz e tranquilidade.

Quero comprar à vista. Onde investir?

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Todo dinheiro que tem um objetivo definido deve ser aplicado em algo que não possa trazer perdas ao investidor. Por esse motivo, de cara já descartamos a renda variável (bolsa de valores e afins). Imagina a situação de ter cerca de 70 ou 80% do valor do imóvel acumulado, e a bolsa passar por uma crise, fazendo seu montante reduzir abruptamente?

Restam as opções de renda fixa: poupança, títulos do Tesouro Direto (TD), CDB, LCI, LCA. Calma, não se assuste com a sopa de letrinhas, vou explicar o que cada é cada uma.

A poupança é o investimento mais conhecido e utilizado no Brasil. Seu rendimento depende da taxa Selic atual. Veja no quadro abaixo:

regras de cálculo da poupança
Fonte: Magnetis

A TR é uma taxa calculada pela média de rendimento dos Certificados de Depósitos Bancários (CDBs) de 30 dias, que são negociados a taxas pré-fixadas entre os maiores bancos do país.

Dentre as opções disponíveis, ela é a que tem o pior rendimento.

Os demais são títulos de renda fixa encontrados em qualquer corretora de valores. Para investir neles é bem fácil. Só é preciso abrir conta em uma corretora, o que pode ser feito pela internet no site de cada, e começar a investir.

Aqui é necessário definir o prazo em que você pretende comprar o imóvel. Se seu prazo for menor que 5 anos, vale a pena se utilizar dos CDBs, LCI e LCA, já que esse é o prazo máximo de vencimento desses títulos que voce irá encontrar.

Agora, se o prazo de investimento para compra do imóvel for maior que 5 anos, recomendo a aplicação em títulos do Tesouro Direto, mais precisamente o Tesouro SELIC, já que caso surja uma oportunidade de compra do seu imóvel antes do prazo planejado, você pode resgatar o valor do título sem perder dinheiro, diferente de outras opções do Tesouro Direto.

No CDB e no TD incide imposto de renda, que varia entre 15% e 22,5% do rendimento, dependendo do prazo que o montante fica aplicado. Veja a tabela abaixo:

alíquota IR TD
Fonte: Site do Tesouro Direto

Os investimentos em LCI e LCA não tem incidência de imposto de renda, porém seus rendimentos são menores. Logo, não faz diferença no valor final que será resgatado.

A poupança também não tem incidência de imposto de renda, mas como disse anteriormente, é a opção com o pior rendimento.

Todos essas aplicações são seguradas pelo FGC – Fundo Garantidor de Crédito, segundo as regras abaixo:

  • Teto para investidor vale para cada período de 4 anos, por CPF ou CNPJ. Após 4 anos, o teto é restabelecido.
  • A contagem do período de 4 anos se inicia na data da liquidação ou intervenção em instituição financeira onde o investidor detenha valor garantido pelo FGC.
  • Permanece inalterado o limite de ​R$ 250 mil por CPF ou CNPJ e conglomerado financeiro.
  • Aos investimentos contratados ou repactuados até 21 de dezembro de 2017 não se aplica o teto de R$ 1 milhão a cada período de 4 anos.

Para informações mais detalhadas, acesse o site do FGC.

Pessoalmente, o que eu escolheria? Eu aplicaria em títulos do Tesouro Direto que coincidem com o prazo pretendido pra usar o dinheiro, seja comprando ou construindo. No site do Tesouro Direto você pode verificar todos os títulos disponíveis.

Compre sempre títulos indexados ao IPCA. Esses títulos oferecem como remuneração uma taxa de juros + a inflação (IPCA) acumulada no período. Dessa forma, seu dinheiro será sempre corrigido pela inflação e você não perde poder de compra.

Um imóvel não são apenas paredes

Quando for calcular o valor necessário para comprar/construir seu imóvel, lembre-se que um lar não é feito apenas de piso, paredes e teto. Será necessário comprar mobílias, eletro-eletrônicos, pagar impostos, registrar o imóvel no cartório. Tudo isso demanda dinheiro. Tenha uma reserva para usar nesses itens.

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E no caso de construção, também é bom deixar uma folga no orçamento para eventuais necessidades e imprevistos da obra. Nem tudo pode ser previsto no projeto, por melhor que ele seja. Além disso, durante a construção, sempre aparecem itens que podem ser alterados, e acabam ficando mais caros do que o planejado.

Espero que tenham gostado! Eu poderia ter dividido o texto em 4 ou 5 partes, mas achei melhor postar ele integralmente. Se ainda ficaram algumas dúvidas, deixe sua pergunta na caixa de comentários.

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O que aconteceu quando entrei em uma pirâmide financeira?

Antes de começar, um aviso: vocês devem ter percebido que diminui a frequência de postagens aqui no blog nas últimas semanas. Então, a partir de agora, posts com conteúdo autoral, novos, sairão sempre as terças-feiras. Nos demais dias, vou postando coisas que vi por aí, e achei interessante trazer para vocês.

Agora vamos ao post de hoje.

piramide explodindo

Eu já escrevi um texto falando sobre pirâmides financeiras aqui no site (se ainda não viu, leia “Patos entre lobos”). Mas o que eu trago aqui hoje é um relato de quem já esteve dentro de uma pirâmide dessas.

O colega do blog Diário de Um Poupador contou como foi quando convidaram-no para participar da empresa Bbom, empresa essa que posteriormente foi encerrada por estar envolvida com essa prática, como você pode ver nas notícias postadas neste link.

Além do relato, o texto contém boas dicas de como perceber se uma proposta é uma pirâmide ou não. Aproveite a leitura.

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Olá pessoal

Pois é, eu entrei numa pirâmide. Foi há alguns anos, era uma grande promessa de ganho fácil. Na época, com pouco mais de 20 anos, ainda muito jovem e inexperiente, tentando ganhar dinheiro de forma fácil, cai no conto e entrei na empresa, pagando cerca de 4200,00.

A empresa chamava-se Bbom, creio que ouviram falar, e prometia alugar 20 rastreadores que você adquiria, cada um a 80 reais. E em troca do seu “investimento” ela iria te repassar metade do valor do aluguel. Acontece que a empresa recebeu dos que entraram o equivalente a milhões de rastreadores, mas na prática não tinha alugado nem 100 mil deles. Mas ‘pagava’ como se tivessem alugado.

E como diz o título, o que aconteceu? Menos de 1 mês depois, antes de sacar qualquer quantia, o esquema foi descoberto, e a empresa teve os bens bloqueados pela justiça. O dinheiro investido virou pó. Ou melhor, deve ter virado algum carrão pra um daqueles enganadores do topo da pirâmide.

Ainda bem que não levei outras pessoas a perderem dinheiro, apenas me prejudiquei sozinho. Menos mal.

Fiquei com o prejuízo até hoje, aprendi uma dura lição, sacodi a poeira, e busquei dar a volta por cima.

Como é sábio aprender com os próprios erros, eu decidi nunca mais entrar nesses esquemas, e estudar com mais afinco para investir por conta própria e da maneira correta. Pelo menos isso ficou de aprendizado.

Agora veja o ARGUMENTO DEFINITIVO contra essas pirâmides financeiras:

Recentemente tivemos o fechamento da Kriptacoin, e mais um escândalo de Pirâmide Financeira no mercado, lesando milhares, se não milhões, de pessoas.

Também não muito distante tivemos os casos mais famosos da TelexFree, da Bbom(rastreadores), da Priples, Avestruz Master, entre inúmeras outras. Existem várias empresas com esquemas semelhantes, umas se destacam, outras ainda engatinham tentando angariar pessoas.

Essas empresas prometem lucros fora do normal. Altos ganhos com pouco, ou nenhum, esforço. É o chamado ALMOÇO GRÁTIS… que sabemos não existir!

Entre tantos argumentos para ficarmos fora desses esquemas, como ausência de produto (ou venda abaixo das receitas), pessoas com antecedentes criminais administrando o negócio,forte lavagem cerebral e convencimento, o que quero trazer aqui é o raciocínio que esses golpistas mais usam: Ganhar uma porcentagem AO DIA, desde que se invista uma quantia, quase todas as vezes alta.

Nos casos da TelexFree e da Bbom, era mais de 20% ao mês que prometiam. No caso da Kriptacoin, cheguei a ver 1% ao dia, e 3% ao dia. Isso faz crescer os olhos dos mais gananciosos.

Acontece que as pessoas que entram nesse negócio confiando nessa rentabilidade não percebem o que os juros compostos podem fazer, simples assim.

Caso a rentabilidade prometida por essas pirâmides fosse realmente paga, e como é possível calcular pra saber exatamente quanto teríamos ao final de determinado prazo, verifica-se que seriam valores fora da realidade. E saberíamos disso apenas utilizando conhecimentos de alunos do ensino fundamental.

Eis então o argumento definitivo contra o raciocínio utilizado pelos recrutadores de pirâmides, o do “tantos % ao dia” !


Vamos a algumas contas:

Digamos que você investe 3000 reais, a 20% ao mês (TelexFree ou BBOM), durante 5 anos.

M = C * (1 + i)^n

M = 3000 * (1,2)^60

M = 169.042.543,05

São quase 170 milhões em 5 anos, isso sem aportar mais nada, somente os 3000 iniciais.

Agora vamos para os casos mais graves, de 1% e 3% ao dia:

1%  ao dia:

M = C * (1 + i)^n

M = 3000 * (1,01)^1825       (5 anos = 1825 dias)

M = 231.008.738.251,65

Você não está vendo errado! Em 5 anos, 1% ao dia, e 3000 de capital investido, gerá um montante de 231 BILHÕES.

Deixa eu dizer novamente: BILHÕES!



3% ao dia:

M = C * (1 + i)^n

M = 3000 * (1,03)^730     (2 anos = 730 dias)

M = 7.051.723.732.828,74.

É meu amigo! Em apenas 2 anos, 3% ao dia, e 3000 de capital investido, gerará um montante maior que 7 TRILHÕES!

E eu nem quis colocar os 5 anos anteriores, meu computador não conseguiria calcular esse número!

Todos esse cálculos foram feitos considerando apenas um investimento INICIAL, sem aportar mais nada, somente reinvestir. Caso você queira saber como fica se aportar constantemente, em uma aplicação com um rendimento regular, recomendo fortemente dar uma olhada nessa análise que fiz sobre isso:

Como Calcular o Montante Final de uma Aplicação com Depósitos Regulares

CONCLUSÃO

Quando você se deparar com uma rentabilidade dessas prometida por aí, não somente desconfie, pode rir também (por dentro, pra não ficar feio), porque é algo realmente engraçado de se pensar. É uma coisa tão absurda, tão intangível, que não tem como nem imaginar. Não faça feito o jovem Diário inexperiente e afoito para ganhar dinheiro logo.

Vejam isso:

Um poderoso rajá indiano, entediado e descontente após conquistar todos os reinos ao seu alcance, ofereceu riquezas inimagináveis a quem fosse capaz de entusiasmá-lo tanto quanto os campos de batalha. Um peregrino, passando pela região, ouviu a estória e pediu uma audiência. O rajá ficou extasiado com o que viu. No tabuleiro à sua frente, reis, rainhas, torres, cavaleiros, sacerdotes e soldados batalhavam com o objetivo final de aniquilar o rei inimigo. Como recompensa, o humilde viajante quis receber apenas grãos de arroz, mas contados de formoney-coins-stack-wealth-50545.jpegma bem específica: um grão para a primeira casa do tabuleiro, dois para a segunda, quatro para a terceira, oito para a quarta, e assim por diante, até a 64ª casa. Para espanto de todos, o simples pedido chegara aos 18,5 quintilhões de grãos, cerca de 450 bilhões de toneladas, ou o equivalente a 36 mil anos da produção brasileira de arroz.

E essa outra:

A respeito dos índios norte-americanos, que venderam a ilha de Manhattan por 24 dólares. Que vacilo, qualquer um pensa à primeira vista. Se houvessem mantido a ilha, hoje poderiam ser donos de trilhões de dólares em propriedades. Não vamos entrar no mérito se a ilha seria o sucesso que é hoje caso os índios mantivessem a propriedade, mas vamos, pelo bem da comparação, assumir que sim, os índios entregaram algo que no futuro valeria trilhões de dólares por apenas 24 dólares. O detalhe é que ela foi vendida em 1626, e se aplicarmos uma taxa de 8% de juros ao ano naqueles 24 dólares, hoje eles teriam mais de 200 trilhões de dólares, e nenhum trabalho, exceto o de esperar, algo que eles teriam que fazer de qualquer jeito se ficassem construindo os imóveis que hoje existem na ilha.

Esses são exemplos da força dos juros compostos no tempo.

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Da próxima vez que alguém oferecer um negócio de 1% ao dia, pergunte se você terá garantido 1 bilhão em apenas 1 ano. Se ele titubear, ele nem sabe o que está falando. E é a prova de que se trata de um esquema que quer tirar dinheiro das pessoas.

“Ah, mas fulano ganhou e tá ganhando bastante, ele me mostrou o extrato da conta!”

Dê mais um tempinho, e depois volte pra ver como ele está. Se você guardar seu dinheiro num pote em casa, vai ter mais do que ele.

Tendo isso em mente, não somente fiquemos de fora de esquemas que enganam quem desconhece os juros compostos, mas também usemos isso a nosso favor, poupando, investindo e esperando. Não precisa esperar 400 anos como os índios, ou achar um rei disposto a dar arroz num tabuleiro. Basta seguirmos princípios básicos de economia, poupança e investimento para atingirmos a Independência Financeira sem cair em golpes de pessoas desprovidas de moralidade.

E você, conhece alguém que passou por algo parecido? Tentou avisá-lo?

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