Moeda não é investimento!

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Nesses tempos de crises e criptomoedas, não é incomum ouvir que “fulano investiu em Bitcoin e rendeu 3.000%”, “um cara investe em dólar e está rendendo mais do que qualquer renda fixa”, ou qualquer variação dessas frases.

O problema é um só: moeda não é investimento!

De novo: moeda não é investimento!

Mais uma vez, para fixar bem: moeda não é investimento!

Seja lá qual for a moeda que você tenha, pode ser o real brasileiro, dólar, euro, franco suíço, Bitcoin etc, nenhuma delas pode ser considerada um investimento, simplesmente porque você não recebe juros ou rendimentos simplesmente por possui-las.

Diferente de uma ação na bolsa, uma cota de fundos imobiliários, um imóvel alugado ou até mesmo a boa e velha poupança, você não vai receber nada simplesmente por ter comprado qualquer moeda. O único jeito de se conseguir algum rendimento com elas é através de especulação, tentando comprar quando ela está desvalorizada e vender quando ela se valoriza (é a velha história de comprar barato e vender caro).

E especular, meus caros, não é uma atividade de investimentos, é um trabalho! Sim, um trabalho. Você precisa ficar o tempo todo acompanhando cotações, a movimentação do mercado, estudar bastante para conseguir enxergar os pontos ideias de entrada e saída no negócio. E é uma atividade que você pode fazer com absolutamente qualquer coisa, desde livros, carros e discos antigos até imóveis e moedas.

Então para que servem as moedas?

A diversificação em outras moedas além daquelas que são usadas no seu país – no caso do Brasil, o real – serve como uma proteção, também chamada de reserva de valor. Ou seja, caso uma crise atinja a economia do seu país, você possui uma moeda estrangeira que pode ser usada no lugar. Por ser uma moeda usada em quase todo o mundo, o dólar americano costuma ser o escolhido por quem pretende montar essa reserva de valor.

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Na Venezuela, o bolívar vale mais como guardanapo do que como dinheiro

Em uma situação de hiperinflação, como a que está acontecendo nesse momento na Venezuela, e pela qual o Brasil passou na década de 1980, a moeda local perde seu valor, já que ninguém mais a aceita devido ao fato de ser impossível saber se ela ainda vai valer a mesma coisa daqui 30 dias. A situação fica imprevisível, os preços ficam distorcidos, enfim, as pessoas não conseguem mais calcular o preço adequado das coisas naquela moeda. Então elas partem para soluções alternativas, como o escambo e a dolarização.

Elas podem usar esses dólares tanto para adquirir produtos para sua sobrevivência, como para fugirem do país até as coisas melhorarem. É por isso que em países com a economia instável, as pessoas costumam comprar dólares para manter algum poder de compra em caso de necessidade.

Atualmente, com a popularização das criptomoedas, muitas pessoas também tem feito essa reserva de valor em bitcoin, já que ela também é aceita mundialmente e pode ser facilmente transportada para qualquer local do mundo, sem a necessidade de carregar um grande maço de dinheiro, ou mesmo algumas malas, como nossos políticos adoram fazer.

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Agora ficou clara a diferença entre investimento e reserva de valor?

Se tiver alguma dúvida, deixe nos comentários!

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A teoria da roleta russa

roleta russa

Acredito que você já tenha visto essa cena em um jogo, ou em um filme: alguém pega um revolver, coloca apenas um projetil, gira o tambor e dispara contra si mesmo ou contra outra pessoa. Essa é a roleta russa.

A chance de a arma disparar o projétil é baixa, 1 em 6, ou 16,67% de possibilidade da pessoa se ferir, ou ferir outro. Mas a pergunta é: você arriscaria participar desse jogo? Afinal, a chance é pequena de se dar mal.

Sua resposta provavelmente será não. A chance de a arma disparar é até pequena, você tem 83,33% de chance de escapar, mas ninguém quer arriscar morrer.

Mas o que isso tem a ver com dinheiro, finanças, investimentos?

As pessoas adoram roleta russa

Por mais contraditório que possa parecer, as pessoas adoram jogar roleta russa na vida real, principalmente com dinheiro e outros bens.

Olhe ao redor, pense nos seus amigos, familiares, colegas de trabalho. Quantos deles não entraram em um esquema Ponzi, tipo a Telexfree, querendo lucros rápidos?

Ou então, compram um belo automóvel, mas não fazem o seguro nem do bem, e nem contra terceiros, correndo o risco de perder todo aquele valor em poucos segundos, seja num acidente ou em um furto.

Aqui podemos citar até mesmo aquelas pessoas que não tem noção nenhuma de como funciona a bolsa de valores, e encantadas por promessas de retornos espetaculares, começam a seguir cegamente dicas de amigos, de youtubers, de casas de análise, sem fazer ideia do que está realmente fazendo.

all in

Dá até pra colocar aqui as pessoas que dão all-in em criptomoedas, como o Bitcoin, torcendo, e até rezando para ficar milionário em poucos meses.

Essas pessoas estão jogando roleta russa com o próprio patrimônio!

Controle os riscos

Como eu mostrei ali em cima, a roleta russa tem chances baixas de causar um mal, de dar errado: é apenas 1 em 6. Porém, se a possibilidade de erro acontecer, você morre. Ou seja, o risco é pequeno, mas a perda é imensurável.

É por isso que você sempre deve avaliar os riscos antes de fazer um investimento. Se o risco é grande, se a perda pode ser grande, coloque pouco dinheiro naquilo. Não arrisque tudo de uma vez, em um único investimento, como as pessoas andaram fazendo com Bitcoin.

Coloque mais dinheiro nos investimentos mais seguros, e menos nos que são mais voláteis, ou mais arriscados.

Diversifique sempre, faça controle do risco, divida seus investimentos em vários ativos, não invista naquilo que você não conhece.

Siga esses passos simples e você vai ter tranquilidade. Afinal, é para isso que você deve investir: para ter paz e sossego. Se algum investimento tira sua paz, não o faça. Vale mais a pena conseguir colocar a cabeça no travesseiro e dormir tranquilo do que ganhar um pouco mais em algum investimento arriscado e comprometer seu futuro e o da sua família.

Como diz aquela velha dica de segurança nas cachoeiras e praias: não mergulhe de cabeça sem saber a profundidade do local.

mergulho de cabeça

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A importância da diversificação (ou porque não colocar todos os ovos na mesma cesta)

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Nunca coloque todos os ovos na mesma cesta.

Todo mundo já ouvi este ditado popular alguma vez. Mas o que isso tem a ver com o mundo dos investimentos e das finanças?

Vamos voltar no tempo para que eu possa explicar.

Era março de 1990. O presidente do Brasil era Fernando Collor de Mello, e naquele mês entrava em ação o fatídico Plano Collor, que teve como uma de suas medidas o ”confisco” de todo o capital que estava acumulado em cadernetas de poupança e outros investimentos. (leia mais sobre o Plano Collor aqui).

De repente, muitas pessoas se viram impedidas de usar suas economias, muitas vezes economias de uma vida. Isso gera traumas na população até hoje. Repare como as pessoas que viveram naquela época sempre indicam que a compra de imoveis é um bom investimento, usando o argumento de que sua terra, sua casa, o governo não pode lhe tirar.

Imagine que acontecesse algo similar hoje. Em uma canetada, o presidente de ocasião decide “confiscar” todo o dinheiro investido no Tesouro Direto, por exemplo. Você perderia todas as suas economias?

Ou pense que você colocou todas as economias de uma vida na compra da sua casa própria, e por um motivo fora do seu controle (inundação, deslizamento de terra, incêndio, etc) você perde seu imóvel. Como fica?

É aqui que entra a importância de diversificar. Se nessas situações hipotéticas, você tiver todos os seus investimentos no Tesouro Direto, ou tudo investido na sua casa própria, você perderia tudo. Mas se tivesse diversificado em Tesouro Direto, poupança, ouro, criptomoedas, acoes na bolsa de valores, imóveis, euro e dólar, por exemplo, esse confisco não te prejudicaria muito.

Por isso o ideal é sempre diversificar: vá acumulando um pouco de capital em cada coisa. Compre títulos de renda fixa, ações na bolsa, imoveis e fundos imobiliários, dólar e outras moedas. Também pode investir em outros países, diversificando ainda mais. Hoje é bem mais fácil do que parece. Veja o site do Investidor Internacional para aprender a investir em qualquer parte do mundo.

A diversificação também te ajuda a evitar grandes perdas na bolsa de valores.

Situação hipotética: você tem 100% da sua carteira em acoes da empresa X, e ela despenca 80%. você terá perdido 80% do valor que investiu em ações. Agora imagine que ao invés de ter ações de apenas uma empresa, você tem ações de 20 empresas (5% da carteira em cada empresa). Se acontecesse essa queda que citei, você perderia apenas 4% (80% de 5%) do que tinha investido. É uma situação bem mais fácil de lidar. E quanto mais empresas você tiver, melhor. Mas lembre-se: não compre ações apenas por comprar. Veja como anda a situação da empresa, estude bem antes de fazer seus investimentos.

Da mesma maneira, a diversificação reduz um pouco seus ganhos, já que se uma ação disparar, ela vai impactar somente numa pequena parte do seu capital.

Diversificar te deixa tranquilo frente as oscilações do mercado, da política, da economia.

Diversificar trás paz.

Diversifique você também!